domingo, 30 de março de 2014

Por que ler clássicos?


Eu gosto desses romances de bancas, e gosto também desses livros que têm vendido feito água que as editoras estão no empanturrando mensalmente entre séries e trilogias... Mas também tenho na minha estante alguns livros clássicos, e acho que todos deveriam se aventurar neles também. Eu já comentei antes sobre como a literatura de entretenimento tem aberto as portas para o mundo da leitura para muitos jovens, e através dela é que damos os primeiros passos para os clássicos... Pois bem, para dá-los mais um empurrãozinho no mundo dos clássicos, Ítalo Calvino, um dos escritores mais importantes da Literatura italiana, do século XX, trás em seu livro "Por que ler os clássicos" (CALVINO, Ítalo. Por que ler os clássicos. 2 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. Trad. Nilson Moulin.), reflexões sobre a importância da literatura clássica de forma simples e objetiva, e ainda nos dá mais alguns motivos para lê-los. Colori os motivos que mais me chamaram atenção e, entre parênteses, deixo os meus comentários a respeito — comentários simples, num ponto de vista de quem já leu mais de uma dúzia de clássicos (e pretendo ler mais).

1. Os clássicos são aqueles livros dos quais, em geral, se ouve dizer: "Estou relendo..." e nunca "Estou lendo...".

2. Dizem-se clássicos aqueles livros que constituem uma riqueza para quem os tenha lido e amado; mas constituem uma riqueza não menor para quem se reserva a sorte de lê-los pela primeira vez nas melhores condições para apreciá-los.

3. Os clássicos são livros que exercem uma influência particular quando se impõem como inesquecíveis e também quando se ocultam nas dobras da memória, mimetizando-se como inconsciente coletivo e individual.

4. Toda releitura de um clássico é uma leitura de descoberta como a primeira. 
(os clássicos são tão bons que, toda vez que relemos, percebemos novos detalhes que nos passaram despercebidos durante a primeira leitura, e são tão importantes que nos dá a sensação de uma nova descoberta!)

5. Toda primeira leitura de um clássico é na realidade uma releitura.
(os clássicos nunca tratam de assuntos triviais. Eles abordam coisas do cotidiano, que fazem parte de nossa vida, do nosso dia-a-dia, coisas atuais e talvez seja isso o que o autor quis dizer; que os clássicos são retratos de nós mesmos)

6. Um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer.
(a boa literatura não entrega de mão beijada o ouro. Ela serve para nos fazer refletir e construir a história por nós mesmos, e por isso ela é tão intrigante e fascinante, pois nos dá brechas para preencher as lacunas como cada um de nós bem entender.)

7. Os clássicos são aqueles livros que chegam até nós trazendo consigo as marcas das leituras que precederam a nossa e atrás de si os traços que deixaram na cultura ou nas culturas que atravessaram (ou mais simplesmente na linguagem ou nos costumes).

8. Um clássico é uma obra que provoca incessantemente uma nuvem de discursos críticos sobre si, mas continuamente as repele para longe.

9. Os clássicos são livros que, quanto mais pensamos conhecer por ouvir dizer, quando são lidos de fato mais se revelam novos, inesperados, inéditos.
(este item serve de complemento do que foi dito no ítem 6, pois, assim como todos acabam por fazer suas próprias interpretações, não há como narrar com precisão a sua experiência com um clássico, já que cada leitor terá a sua própria experiência)

10.Chama-se de clássico um livro que se configura como equivalente do universo, à semelhança dos antigos talismãs.

11. O "seu" clássico é aquele que não pode ser-lhe indiferente e que serve para definir a você próprio em relação e talvez em contraste com ele.

12. Um clássico é um livro que vem antes de outros clássicos; mas quem leu antes os outros e depois lê aquele, reconhece logo o seu lugar na genealogia.
(os clássicos são como um monte de caixinhas de surpresa. Quando se pensa que conseguiu o melhor, ao abrir o seguinte, nos deparamos com outro mundo extraordinário e não sabemos mais qual é o melhor!)

13. É clássico aquilo que tende a relegar as atualidades à posição de barulho de fundo, mas ao mesmo tempo não pode prescindir desse barulho de fundo.

14. É clássico aquilo que persiste como rumor mesmo onde predomina a atualidade mais incompatível.

Mas, lembrem-se, a imersão no mundo dos clássicos não pode ser forçada. Uma dica que também posso dar a vocês é de sempre, antes de lerem algum clássico, olhem na internet algum review sobre o livro que vocês quiserem ler, para que as coisas possam fazer mais sentido. :) Às vezes, é imprescindível conhecer o autor, antes de ler a sua obra, também.

sábado, 29 de março de 2014

5 animes com enredos bizarros

Um único anime pode abordar uma ampla gama de gêneros, temas e imagens de calcinhas, muitas vezes na mesma série, ou mesmo numa única cena. O resultado é original, às vezes confuso, mas sempre divertido de ser ver, certo? Bom, consegui uma pequena lista de algumas das séries com enredos, no mínimo, peculiares, que nos faz pensar coisas do tipo "mas que @#$#% é essa?". xD


Speed Grapher


Breve Descrição: um bordel que vai à falência.

Real Descrição: um fotojornalista investiga um clube erótico, e é beijado por uma das "deusa" do clube, depois disso podem destruir qualquer coisa que ele fotografa. Enquanto isso, ahn, os fluídos dessa deusa dá aos seus clientes superpoderes com base em seus fetiches mais estranhos. E, assim, a trama fica parecendo uma das histórias da Marvel que nunca, jamais, poderia ir aos cinemas! Ah, e o bordel e todos os seus, ahm, líquidos, tem algo a ver com o colapso econômico total global, fornecendo talvez um vislumbre assustador para o que pode ser a verdadeira força que impulsiona a economia do Japão.

Tipo assim: hein?

Akikan!


Breve Descrição: Latas de refrigerante se transformam em garotas gostosas. Sério!

Real Descrição: um dia, latinhas de refrigerante, em todo o Japão, começam a se transformar em meninas, cada uma precisando desesperadamente beber do seu respectivo refrigerante para viver (no que essencialmente elas surgem como vampiras). Mas a verdadeira razão para que elas aparecessem de repente é que as "latas de alumínio" meninas e as "latas de aço" meninas podem lutar até a morte em busca da superioridade em uma trama que se compara com algo do tipo: "Transformers contra Decepticons, usando saias curtas e foram fortemente patrocinados por empresas de bebidas."

Hetalia: Axis Powers

Breve Descrição: A II Guerra Mundial "Salvo pelo gongo".

Real Descrição: Cada uma das nações do Eixo e os aliados da Segunda Guerra Mundial é retratado como um menino ou uma menina adolescente (com o país sendo o seu nome, como "Alemanha" ou "América".). Essas crianças, em seguida, praticam todos os tipos de travessuras que, às vezes, envolvem compras, às vezes namoros, às vezes risadas, às vezes fazem esculturas de massa, às vezes invocam o diabo, e raramente envolvem qualquer coisa relacionado a verdadeira guerra, de modo que pode ser impossível explicar a um veterano sem pedir desculpas profusamente pelo ocorrido.

Horizon in the middle of nowhere

Breve Descrição: "WALL-E" por meio de aula de história.

Real Descrição: Tendo partido anos atrás, a humanidade é forçada a retornar a Terra devastada ao descobrir que só o Japão é agora habitável. Lá todo mundo cria "dimensões de bolso", na tentativa de reviver toda a civilização humana, esperando que isso lhes permitam ir embora de novo, ou talvez apenas consigam um financiamento seguro para o clube de teatro! Mas sinceramente, isso tudo é mais ou menos uma desculpa para empinar tantos peitos gigantes, sexo android, mais seios gigantescos, e toda uma série de fetiches bizarros quanto possível antes de a trama, de repente, realmente fazer sentido naquele ponto em que você consegue lembrar onde a sua mente se perdeu nesse monte de baboseiras.

FLCL

Breve Descrição: Não é possível fazer uma breve descrição!

Real Descrição: Um viajante do espaço em uma Vespa esmaga repetidamente o crânio de uma criança com sua guitarra elétrica, na esperança de lançar robôs gigantes através do portal em sua testa, enquanto a cidade está coberta de vapor que vem de um complexo industrial gigante em forma de um ferro. Enquanto isso, um agente, com papel de algas marinhas para as sobrancelhas, tenta impedir uma mão galáctica de chegar e usar o ferro para alisar os pensamentos do homem, porque ... Sabe como é, provavelmente vamos nos perder em todo o caos hilariante da série, percebendo que, mesmo que ele nunca faça sentido, vamos sempre adorar uma das melhores canções de encerramento com letras que diz algo do tipo: lagosta de vingança, pode vir quente", por que parece absolutamente lógico, faz todo o sentido. Se é que alguma coisa aqui faz sentido!

Bom, lembrando que eu não assisti a nenhum deles, sempre tive muita curiosidade a respeito do Hetalia AP, porque sei que há uma legião de fãs que glorifica o HAP... E confesso que já vi várias comentários bons a respeito do Speed Grapher, de modo que até me espantei ao vê-lo nessa lista... Mas não duvido de nada!

Alguém aqui já viu algum deles?

Traduzido do site: Smosh.com

quinta-feira, 27 de março de 2014

Vocês sabem o que é um sarashi?



Resolvi trazer mais uma pequena curiosidade que descobri. Talvez mais alguém já tenha ouvido falar sobre o "sarashi", mas, enfim...

Para quem não sabe, um sarashi é aquele monte de gase que alguns personagens de animes usam em volta do peito ou do abdomem. Na verdade, há diversos fins para o sarashi; tanto homens como mulheres podem usá-los.

Normalmente, falando em termos de animes, as mulheres duronas usam o seu sarashi e o expõe. Isso dá a elas a aparência de serem mais fortes. Por exemplo, Aoi Kunieda (do anime Beelzebub) e Aya Natsume (de Tenjho Tenge) que mostram sua sarashi, e mais um tanto de pele. Além disso, para as mulheres dotadas da comissão da frente, um sarashi pode servir como um sutiã esportivo, que ajuda a sustentar e proteger os seios e minimizar problemas nas costas. Às vezes, as mulheres também usam sarashi para cobrir os seios, para que possam se disfarçar como homens. Por exemplo, a personagem Joana Darc (de Nobunaga the fool).



Os homens também, como por exemplo personagens que pertencem à Yakuza, ou samurais, vestem a sarashi porque os faz parecer durões. Mas elas também exercer a função de protenção, protegendo-os de certas lesões como facadas. Os homens também podem usar o sarashi, como o Kamina (de Tengen Toppa Gurren-Lagann) ou Sanosuke Sagara (do Samurai X), simplesmente porque simboliza resistência e virilidade. Para grandes homens, um sarashi também pode servir como um cinto para ajudar a restringir grandes barrigas.

Resolvi trazer essa informação para cá por que é mais um aspecto que faz parte do universo dos animes/mangás que eu já tinha reparado, mas nunca analisado o porquê de usarem isso. Para vermos como nada é de graça! ;)

via


quarta-feira, 26 de março de 2014

Anime: Super Seisyun Brothers



Título em Japonês: ―超青春姉弟s―
Categoria: Série TV.
Episódios: 14.
Produtor: AIC, AIC Plus+.
Gênero: Comédia, Slice of Life, Josei.

Sinopse: A história envolve dois pares de irmã mais velha e irmão mais novo, os Shinmoto que são um pouco narcisistas e os Saitou que parecem misteriosos, contanto o dia a dia interessante destes jovens na escola e em casa, e seus estranhos relacionamentos.

Eu tenho preferência por animes do gênero "slice of life", por que são mais próximos a nossa realidade, sem deixar a fantasia de lado. E SSB ainda traz um pouco que comédia. E só por isso resolvi assistir ele... E, sinceramente, ainda não sei muito o que dizer a respeito de 14 episódios com apenas 4 minutos de duração... Mas vamos lá.

A série em manga foi escrita e ilustrada por Shin Shinmoto. A adaptação em anime foi ao ar na TV Tokyo entre Setembro e Dezembro de 2013, de acordo com o Wikipedia.

Os irmãos Shinmoto (os loiros, e sim, é o mesmo sobrenome da autora) são energéticos, despreocupados, e um tanto metidos. Eles preferem a beleza a um bom relacionamento, mas o que eles realmente gostam é realmente de si mesmos, como mostra uma cena logo no primeiro episódio em que a menina diz: "Onde posso achar alguém quanto bonito quanto eu?" Na verdade, o lema deles seria curtir a vida ao máximo, sem preocupações.

Em contrapartida, os irmãos são meio estranhos, e tão quietos quanto suas expressões sugerem. E ao que vemos ao longo dos episódios, são eles quem sempre visitam os irmãos Shinmoto quando estão entediados. No entanto, ao mesmo tempo em que são quietos, são populares por serem mais bonitos, chamando a atenção de todos por onde quer que passem (apesar de que, todos eles parecem muito bonitos para mim).




Entre pequenas conversas entre si, eles expõem seus problemas e sonhos, pequenas coisas do cotidiano pelo qual todo mundo passa, de um modo bem descontraído. Enfim, acho que Super Seisyun Brothers é prova de que não é preciso de 20 minutos por episódios para assistir a um anime agradável. Estes episódios de 4 minutos são bacanas, gostosos de assistir, simples e fluidos. Acho que o anime é bastante substancial considerando a duração de cada episódio. Não há mesmo muito a dizer sobre o anime, além de que o traço é lindo, as cores em tons de pastel também são agradáveis, e o cenário em que eles se apresentam parecem se encaixar perfeitamente bem ao enredo (ora estão na escola, na faculdade, em casa, ou no trabalho), por que a história se foca na interação das personagens e seus relacionamentos, e pronto!



Na verdade, eu fiquei um tanto temerosa a começar a assistí-lo, por que 4 minutos por episódio é muito pouco para se desenvolver algo. Mas como eu já tinha me arriscado a outro anime (Yama no Susume) que também tinha mais ou menos a mesma duração por episódio, e havia gostado bastante, resolvi tentar.

Por curiosidade, pesquisei por que têm se produzido animes tão curtinhos, por que me parece ser uma tendência (cada vez, vejo mais animes nesse estilo sendo publicados na tv). Achei que fossem para divulgar alguma coisa, mas a explicação que encontrei, e me parece um tanto plausível, é de que eles são produzidos para que as pessoas assistam a caminho da escola, trabalho ou enquanto estão no trem... São animes para quem gosta e não têm tempo. Me parecem uma boa pedida também para quem quer aumentar o seu repertório de animes de maneira bem rápida... Então, deixo aqui mais uma sugestão minha para quem se interessar. ;)

terça-feira, 25 de março de 2014

Filme: Once



Sinopse: Dublin, Irlanda. Um músico de rua (Glen Hansard) sente-se inseguro para apresentar suas próprias canções. Um dia ele encontra uma jovem mãe (Markéta Inglová), que tenta ainda se encontrar na cidade. Logo eles se aproximam e, ao reconhecer o talento um do outro, começam a ajudar-se mutuamente para que seus sonhos se tornem realidade.

Pelas ruas de Dublin, um homem com o seu velho violão toca suas canções para ganhar uns trocados a mais, enquanto de dia ele trabalha na loja de aspiradores de pó do seu pai. A moça, uma imigrante Chechênia, tenta ganhar a vida vendendo flores. Um dia, por acaso, ela o encontra, e se encanta com o talento do rapaz. E, então, sem se darem conta, estão compondo canções juntos. Ele ainda tenta conquistá-la, mas aí vem as surpresas...

Não sei muito o que dizer sobre este filme, além de que eis aqui um filme musical diferente, como você nunca viu! Inclusive, ele tem sido considerado um dos melhores musicais que há no mercado. Esqueça aquela idéia de atores cantando e dançando embaixo da chuva, luzes glamourosas pra todos os lados. Once é diferente! Com aquele jeito de filme caseiro, a impressão que eu tinha enquanto o assistia era de estar vendo um vídeo clipe o tempo todo. Além das belas vozes dos atores, das músicas atuais, os cenários que alternavam entre uma bela paisagem com as ruas da cidade, o apartamento do cara, ou o estúdio de gravação, o filme flui com naturalidade. Once mostra como muitos artistas de rua começam, ou podem começar, com suas carreiras, sem os exageros de Hollywood que sempre fantasiam demais em seus musicais.

De acordo com o Wikipedia, Once é um filme musical irlandês de 2006 escrito e dirigido por John Carney. Rodado em Dublin, Irlanda, estrelado pelos músicos Glen Hansard (da popular banda de rock irlandesa "The Frames") e Markéta Irglová (compositora e instrumentista nascida na República Checa). Hansard e Irglová compuseram e executaram todas (exceto uma) as canções originais do filme.

Quem assina o Netflix, ainda pode assistí-lo lá! :)



Como cães reagem a truque de mágica



Não precisam nem ouvir o vídeo, apenas vejam! :3

sábado, 22 de março de 2014

Edgar Allan Poe e sua teoria dos contos



Resolvi escrever esse post por dois motivos: primeiro, por que estou desenvolvendo um trabalho na faculdade sobre uma das obras dele (e para mim é importante estudar mais sobre o Poe); segundo por que ele era um ótimo critico literário, que deixou registrado algumas considerações importantes a cerca do que é literatura que, acredito que se bem compreendidas, podem nos ajudar a escrever melhor! :) Além disso, gosto de escrever contos também, é claro.

Bom, para quem não sabe, além de escritor (de romances, poemas e contos), Poe também era um grande crítico literário. Ele estudava política, filosofia e literatura, e em meio aos seus estudos e escritas, desenvolveu a tal da teoria do conto.

Além do horror, segundo o nosso amigo Wikipedia, Poe também escreveu sátiras, contos de humor e hoaxes. Para efeito cômico, ele usava a ironia e a extravagância do ridículo, muitas vezes na tentativa de liberar o leitor da conformidade cultural. Muitos dos seus trabalhos eram voltados para os gostos do povo, pois ele trabalhava numa editora, e escrevia para jornais.

Ainda de acordo com o Wikipedia, ele não gostava de didaticismo e alegoria (figura de linguagem em que a expressão transmite um ou mais sentidos que o da simples compreensão ao literal), pois acreditava que os significados na literatura deveriam ser uma subcorrente sob a superfície. Trabalhos com significados óbvios, ele escreveu, deixam de ser arte. Acreditava que o trabalho de qualidade deveria ser breve e concentrar-se em um efeito específico e único. Para isso, acreditava que o escritor deveria calcular cuidadosamente todos sentimentos e ideias.

A teoria de Poe sobre o conto parte do princípio de uma relação entre a extensão do conto e a reação que ele consegue provocar no leitor ou o efeito que a leitura lhe causa. Ele acreditava que “em quase todas as classes de composição, a unidade de efeito ou impressão é um ponto da maior importância”. Ou seja, toda boa história tem um começo, que leva o leitor ao seu meio, e nesse meio é que está o climax, a tensão, o ponto em que o leitor deve se prender com mais intensidade à sua leitura. Para então, chegarmos ao final, que seria a sua conclusão, onde tudo se encaixa.

Para ele, a literatura deve causar um efeito no leitor; um estado de “excitação” ou de “exaltação da alma”. E como “todas as excitações intensas”, elas “são necessariamente transitórias”. Logo, deve-se tomar cuidado com o texto, e saber como sustentar esta excitação durante um determinado tempo, pois ele não pode durar por muito tempo, nem por pouco tempo demais, por que também perde o seu efeito. Mas se o texto for muito longo, ou muito curto, esses efeitos também surtem pouco efeito (!) no leitor.

Assim, de acordo com Poe, o que o escritor deve mais levar em conta é o efeito que ele pretende causar no seu leitor. Deve-se ter sempre em mente o seguinte: que efeito pretendo causar com o meu texto? Será que quero aterrorizar? Surpreender? Encantar? Enganar? E quando tiver o seu efeito escolhido, o próximo passo é pensar sobre qual a melhor forma de desenvolver e criar tal efeito; se seria com um incidente ou o tom: “se por incidentes comuns e um tom peculiar, ou o contrário, ou por peculiaridade tanto de incidentes quanto de tom”. Para se alcançar o "tom" desejável, é preciso saber escolher bem as palavras. Uma dica interessante que posso lhes dá, é sempre dar uma olhada no dicionário de sinônimos. Ele me ajuda, e muito! Afinal, é tudo uma questão de escolha de palavras certas, né? ;) Ou então podemos criar combinações de acontecimentos com o tom, para alcançar o efeito pretendido.

Isso tudo ele dizia com relação aos contos, mas se encaixam perfeitamente em romances (histórias mais longas, como os livros), poemas, músicas.

E é isso, se alguém tiver alguma dúvida ou comentário a fazer, é só escrever que responderei. :)

sexta-feira, 21 de março de 2014

Anime: Itazura na Kiss


Título em Japonês: Itazura na Kiss.
Categoria: Série TV.
Episódios: 25.
Produtores: TMS.
Gênero: Romance, Shoujo.
Duração: 23 min. por episódio.

Sinopse: Aihara Kotoko é uma garota praticamente normal, se não fosse pelo amor platônico que a mesma nutre por Irie Naoki, o garoto mais inteligente da escola. Após uma tentativa frustrada de se declarar ao jovem (e levar um não na cara), Kotoko fica desiludida e promete a si mesma que iria esquecer aquela paixão. Mas as coisas mudam quando um terremoto destrói a velha casa onde ela e seu pai moravam. os dois são convidados para se mudar pra casa de um amigo de seu pai, e, para surpresa da jovem, este amigo é o pai de Irie-kun!

Itazura na Kiss (que em tradução livre significa "beijo de travessura"), é baseado no mangá shoujo de Kaoru Tada. O mangá foi publicado no Japão em 1991, mas somente em 2008 ganhou sua versão em anime, além de já ter ganho várias adaptações para tv.

Eu andava meio órfã de animes de romance água com açúcar, quando me deparei com este, e resolvi me arriscar. Não me arrependi nem um pouco! 



Quem nunca teve uma paixão platônica na escola? Despretensiosamente, comecei com os três primeiros episódios e, quando me dei conta, fiquei acordada até as cinco da manhã, sacrificando o meu tempo de sono. Tudo por que precisava devorar os outros episódios, meio obcecada por essa comédia romântica que retrata muito bem os sonhos e pesadelos de qualquer adolescente (e me vi numa situação embaraçosa, de nostalgia! T_T). Talvez tenha um pouco a ver com a nossa (acredito que eu não esteja só neste mundo) atração por histórias com bad boys — embora aqui, o Irie não é exatamente um menino mau, mas apenas um tanto estúpido e frio. E a mocinha está muito além de ser perfeita!  

Kotoko, apesar do baixo nível de QI, é uma menina otimista, alegre, sonhadora e determinada, enquanto que Irie é um menino muito inteligente, lindo e admirado por todos, mas um tanto arrogante e frio. Tudo começa quando a casa da Kotoko desaba com um terremoto. E, assim, por obra do destino (que foi um tantinho forçado, na minha opinião), ela acaba indo morar na casa do Irie, por que seu pai é amigo do pai dele. E, então, temos ela, uma colegial apaixonada por seu colega de classe, o Irie — eles estudam em turmas diferentes, pois a escola separa os alunos por níveis de conhecimento. Enquanto ela é da turma F (a turma dos "burros"), ele está na tura A (a turma dos "gênios"). E como se a diferencia de QI não fosse suficiente para ela,  Kotoko ainda é do tipo desastrada, que não consegue fazer absolutamente nada direito. Ou seja, literalmente, aqui vemos como os opostos se atraem. 


Além de trazer ótimas cenas cômicas, para um anime shoujo que pretende mostrar a evolução dos personagens, acredito que o enredo foi bem elaborado. Sem falar que a Kotoko, apesar de ter perdido a mãe, não é daquelas personagens que se faz de coitadinha por isso. Ela e seu pai seguem com suas vidas! Itazura na Kiss se foca na passagem da vida desses dois estudantes colegiais, enquanto, aos poucos, a relação entre eles vai se estreitando a cada episódio que passa. Conseguimos ver direitinho quando (e como) ele começa a mudar de opinião a respeito dela, até resolver assumir seus sentimentos. A passagem de tempo é uma das grandes características do INK; eles saem da escola, vão para faculdade, enfrentam problemas familiares, se formam, enfrentam problemas no trabalho, com amigos, até se casarem, e terem problemas conjugais também, e terem filhos. É quase como ver a passagem da vida de duas pessoas na tela. Mas Itazura na Kiss se sustenta graças ao elo entre o amor, a amizade que eles carregam consigo por toda a vida, e a determinação por levarem adiante seus sonhos; e essa é a grande questão dessa história. 

A frase "O amor conquista tudo!", cabe perfeitamente aqui, embora, sabemos que nem sempre é assim que funciona. Mas como essa é a proposta da história, e ela é bem desenvolvida, tudo dentro do seu tempo, é realmente aceitável a ideia de que a determinação e a paixão da Kotoko tenha quebrado as barreiras de gelo do Irie — embora a gente ainda percebe que mesmo depois de casado com ela, ele mantém algumas de suas características. E esse é outro ponto positivo para o anime, ao meu ver, por que, enquanto muitos parecem perder aspectos de suas personalidades, aqui, isso não ocorre. O Irie continua com aquele jeitão meio frio, desinteressado, ao mesmo tempo que amolece um pouco mais.  

Uma curiosidade interessante sobre o anime Itazura na Kiss é que, infelizmente, a mangaká faleceu antes de concluir os últimos volumes da série, de modo que o anime contou com a ajuda do marido dela, que aceitou contribuir com o andamento tanto do mangá quanto do anime, ajudando a desenvolver o final para a história de acordo com o que sua esposa queria.

Enfim, eu super recomendo esse anime! ♥


domingo, 16 de março de 2014

Anime: Diabolik Lovers



Título em Japonês: ディアボリックラヴァーズ
Categoria: Série TV.
Episódios: 12.
Produtor: Production I.G, Frontier Works, Idea Factory, Zexcs, Sentai Filmworks, Showgate.
Gênero: Shoujo, Bishounen, Harem, Ecchi, Vampiros, Romance, Supernatural, Drama.

Sinopse: Em seu segundo ano do colegial, com a mudança de seu pai para fora do país, a otimista Komori Yui é enviada para uma nova cidade cuja escola em que entra é uma escola noturna para artistas e celebridades. Lá, ela ouve boatos sobre vampiros fazerem parte do corpo estudantil, até que descobre que irá morar com 6 deles, os sádicos irmãos vampiros Sakamaki. Perturbada pela capacidade de ver espíritos e presenciar manifestações de poltergeist, Yui ainda terá de suportar os abusos físicos e psicológicos dos sádicos irmãos Sakamaki enquanto desvenda mistérios tanto sobre seu passado como o deles.

(estas informações são do Hinata-sou)

De acordo com o Wikipedia, Diabolik Lovers é um visual novel (gênero de jogos bastante comum no Japão, com gráficos estáticos em que os jogadores interage a partir de textos) da Rejet. Foi lançado em 11 de Outubro de 2012 para PSP.

Diabolik Lovers está classificada como um otome game (jogos direcionados ao público feminino, cujo objetivo é estabelecer um romance com a personagem feminina entre um dos vários personagens masculinos apresentados na trama). Em Diabolik Lovers, cada personagem "jogável" é dividido em três seções: Dark, Maniac e Ecstasy. Cada um possui seu próprio prologo, dez subseções, e um epílogo com três finais possíveis para cada personagem.

Bom, essas informações são importantes para poder entender o por que de algumas coisas que acontecem no anime (no caso dos que não jogam este tipo de jogo). O anime possui 12 episódios, de pouco mais de 14 minutos. São curtinhos, consegui ver todo ele em dois dias. E só com o primeiro episódio, já se percebe que se trata de uma adaptação de um otome game. Assim, como o Amnésia, logo de cara temos um monte de personagens masculinos, e apenas uma feminina como centro das atenções.

Particularmente, não sou fã deste gênero justamente por causa das personagens femininas, que seguem um padrão. São todas moscas mortas, sem atitude alguma, submissas demais, que sempre fazem carinha de coitadinha, faz ai-ui, reclamam dos meninos, mas (sem fazer sentido algum) ainda correm atrás deles! Não sei como funciona nos jogos, por que nunca encontrei um deles traduzido para o português, ou mesmo inglês, mas nas adaptações, para mim, não funcionam. São tão mal explicados, mal elaborados, tão sem sentido que, quando não dá raiva, dá vontade de rir de tão ridículo. A impressão que eu tenho é que querem enfiar goela abaixo que a menina, que sofre nas mãos dos personagens masculinos, deve escolher um deles e pronto!

Fiquei sabendo desse anime por indicação da Miris, que comentou num outro post do blog, e tinha me alertado que não se tratava de um grande anime. :) Mas pelo titulo, eu confesso que esperei mais dele, sim. Achei que fosse mais sádico (como na própria música de abertura diz) e mais sanguinário, mas realmente não é tudo isso. Já vi coisas mais fortes. Mas continuei assistindo, por que gosto da temática de vampiros, e os gráficos são muito bonitos. Os character design das personagens são bons, e a história, em si, achei bem interessante também (embora tenha sido pouco desenvolvida). São seis irmãos, todos por parte de pai, com três mães diferentes, morando numa mansão. E cada um deles, possui uma personalidade diferente, bem distinta. No início, comecei a torcer pelo Ayato, mas depois fiquei entre o Shuu (a mania dele de ficar com um olho aberto e o outro fechado me lembra muito do Lambo, do Katekyo Hitman Reborn!!!) e o Subaru. E no final, quando me dei conta, já estava torcendo pelo Ayato de novo, por que foi o que desenvolveu um laço afetivo um pouco mais (muito pouco, na minha opinião) substancial por ela, realmente. O Laito e o Kanato só merecem bofetadas na cara, principalmente o Laito, que desde o inicio chama ela de vadia (traduziram no anime por outro termo nada a ver, mas quem tem um pouco de conhecimento sobre o inglês, consegue identificar o "bitch-chan")! É muito machismo pro meu gosto, e que ela ainda aceita com aquela carinha sonsa. Argh!

Sei que eles são vampiros e, ela, como humana, deveria temê-los, mas no lugar dela, eu ainda tentaria fugir ou atacar eles! Acho que é o que todo mundo faria. E o que eu mais não entendo é como ela ainda ia atrás deles, preocupada, como aconteceu na cena em que o Kanato estava sentado numa marquise, no segundo andar, e ela, muito atenciosa, pede para ele descer, caso contrário poderia cair e se machucar! Ora, que deixasse o vampiro filho da puta, mimado, morrer!!! Ainda mais ele sendo o personagem que mais precisa de tratamento psicológico! Na verdade, todos eles merecem bofetadas na cara, inclusive ela! É ou não é de fazer rir, um negócio desses???

Enfim, acho que isso é tudo o que tenho a dizer sobre o anime. As cenas de luta são muito fracas, com pouca ação, e não sei se isso é decorrente do pouco investimento na adaptação. Geralmente, quando adaptam um jogo para anime, é mais a nível de divulgação do jogo mesmo, como acredito que tenha sido esse caso. A história é mal explicada, mas o suficiente para dar o gostinho de quero mais, para quem pode ir atrás do jogo — que acredito ser muito melhor. Recomendo para quem não tem mais nada melhor para ver, com a temática vampiresca (assistam Hellsing, Blood Plus e Vampire Hunter D!!!!).

Ainda quero ver o Starry Sky, outro anime baseado em otome game, por causa dos traços (cheio de personagens masculinos lindos).


quarta-feira, 12 de março de 2014

Plague Masks



Esse é mais um post que eu tinha como página, e resolvi colocá-lo aqui, como post. Sempre, sempre, tive grande fascínio por essas máscaras. Quando eu era pequena, e as via em algum lugar (televisão ou revistas) sentia os pelos arrepiar por que elas metiam medo. Claro, quando somos crianças, temos uma percepção muito mais limitada. Então, eu apenas via um homem vestido de negro, com um bico de pássaro no rosto coberto. Com o tempo, veio a dúvida sobre o rosto que aquelas máscaras escondiam. Mas foi em alguma fotografia do carnaval europeu (que adoro!) que a curiosidade cresceu.

Pesquisando pelos confins da internet, então, descobri que essas máscaras surgiram por volta de 1346, quando houve aquela terrível pandemia da peste negra, na Europa, que matou milhares de pessoa. Diferentemente da criatura demoníaca que eu achava que elas reapresentavam, na verdade, tratava-se de médicos! Sim, médicos! Pessoas comuns, denominadas Plague Doctors (que, em tradução livre, significa médicos da praga).

No meio de tanto desespero e irracionalidade, houve alguns episódios marcantes. Muitos médicos se dispuseram a atender os pestosos com risco da própria vida. Adotavam, para isso, roupas e máscaras especiais. Alguns dentre eles evitavam aproximar-se dos enfermos. Prescreviam à distância e lancetavam os bubões com facas de até 1,80 m de comprimento.

Devido a natureza altamente infecciosa da peste, estes médicos, na verdade, não poderiam circular por entre os doentes desprotegidos. E partindo desse ponto, eles passaram a usar uma roupa que supostamente os protegeria de uma infecção pela Peste.

A roupa utilizada por eles consistia em:

~> Chapéu de couro, que era utilizado para mostrar que a pessoa era um médico e também para dar uma proteção extra à cabeça;
~> Uma máscara que cobria completamente a cabeça, e que era ligada ao pescoço para dar uma proteção extra;
~> Olhos de vidro acoplados à máscara, para se certificar de que os olhos do médico estariam totalmente protegidos;
~> Um bico que era acoplado à máscara, e que era abastecido com ervas, perfumes e especiarias, as quais acreditava-se que purificavam o ar que o médico respirava quando ele se aproximava das vítimas da peste;
~> Um longo "vestido", feito de tecido grosso, e posteriormente coberto com cera. Debaixo do vestido, o médico usaria calças de couro.
~> Luvas de couro, que protegeriam as mãos de qualquer contato com a doença;
~> Um bastão, com o qual o médico poderia afastar as pessoas que chegassem muito perto dele;
~> E finalmente, botas de cano alto.

Lembrando, é claro, que naquela época a medicina era estupidamente arcaica. Tecnologia era piada de lunático para eles! E não faziam distinção alguma com higiene. Tanto que os pacientes eram todos amontoados em camas, chegando a ficar dois ou três num só colchão.

Mas agora, é claro, as máscaras caíram na graça da cultura popular, fazendo parte do misticismo do carnaval Europeu, que é por onde as lembranças daquela época permanecem. E hoje, elas vêm mais elaboras, enfeitadas, e cheias de estilo! :) Eu tinha umas imagens mais bonitas do que essas, mas acabei perdendo-as, infelizmente.

As informações foram retiradas daqui: wikipediamedicinaintensiva.com.brwhite-umbrella.com


terça-feira, 11 de março de 2014

Falando em SNK



E falando em Shingeki no Kyojin, Kouji Tajima, um cara muito fodão, criou esse poster conceitual de como imaginava o filme live action da série. Se o filme der juz ao conceito, mal posso esperar para vê-lo!!! T__T

PS: A data é falsa. O filme está previsto para o final deste ano, sem data oficial ainda.

fonte: Supernovo.net

Anime: Shingeki no Kyojin



Sinopse: A história de Shingeki no Kyojin gira em torno de uma humanidade que vem sendo exterminada por gigantes. Porém alguns seres humanos estão dispostos a mudar história e formar um exército de ataque aos seres assassinos. É assim que entra Eren, nosso protagonista, que após ver sua mãe ser devorada por um gigante decide que não deixará nenhum deles vivo e buscará sua vingança completa.

Com 25 episódios lançados, mais um OVA, esse anime ganhou o prêmio de melhor anime de 2013, no Japão. Eu assisti ele no ano passado, e assisti outra vez durante este carnaval com o namorado, que não conhecia a série, e devo dizer que me apaixonei outra vez por ele. Tanto que estou pensando em comprar os mangás (já comprei os dois primeiros que saíram aqui), mesmo já tendo me decidido a não comprar mais mangás longos...sem falar que o traço do autor não me agrada muito, mas estou pensando ainda.

Com um tema inovador (o planeta é atacado por gigantes, e a humanidade praticamente exterminada por esses titãs que busca a exterminação da raça humana), o autor nos sensibiliza para a natureza humana.

É bem verdade que os cinemas estão permeados por filmes em que os humanos precisam lutar contra o desconhecido para sobreviver, mas acredito no plot deste mangá, que conseguiu inovar em muitos aspectos: a começar por nos apresentar a humanidade encurralada num cercado "como cado" (para mim, a questão das palavras usadas são muito importantes!). Ele mostra o quanto somos criaturas frágeis, o quanto nos desestabilizamos perante o medo, e ao mesmo tempo somos "monstros vestidos de humanos". A crueldade está a nossa volta 24 horas por dia. E muitas vezes praticadas por nós mesmos. Matamos animais para nos alimentar, matamos insetos como se não fizessem parte da vida, da natureza, do clico que nos envolve também. Pessoas matam pessoas. Mas diante do medo da morte, vivemos o que nossas presas vivem, nos mostrando o quanto somos criaturas hipócritas. Em essência, todos nós somos. Outro ponto inovador são as questões que ele nos incita a pensar: se tivéssemos em mão uma arma para combater o nosso inimigo, o que faríamos? Conseguiríamos manter nossa consciência intacta, ou viraríamos animais selvagens como eles? Afinal, somos ou não somos seres racionais? Pois, perante o medo, o pavor, o que nos sobra? Além disso, ele trás elementos do que já estamos acostumados a ver nos dias atuais: os que possuem mais poder (leia-se: dinheiro) obtém mais vantagens, são os que conseguem comer melhor, viver melhor, enquanto que os mais fracos passam fome, são tratados como o lixo, e morrem primeiro. Já os que possuem instinto de justiça, são os que vão para a guerra, para as batalhas.

Como disse antes, em Shingeki no Kyojin, o que restou da humanidade vive "preso como gado" cercada por muralhas gigantes que os protegem, sem poder descobrir o que há no mundo "lá fora", há muitos anos. Até que, depois de 100 anos de calmaria, um enorme gigante colossal, com mais de 50 metros, surge perante a muralha externa e abre um buraco nela, fazendo com que outros gigantes menores invadisse o cercado da humanidade, alavancando uma série de ataques.

No primeiro episódio já temos bastante ação; o anime todo é recheado com muito ação, mortes, sangue, suspense e tensão. O que, no fundo, faça com que ele seja apenas mais um anime de batalhas, com ótimos gráficos. Para quem não está acostumado a ver coisas diferentes, pode estranhar nos primeiros episódios com a estética dada pelo estúdio responsável pela animação, mas com o tempo vai se habituando. Algumas das muitas cenas de lutas, no entanto, sinceramente, achei meio fracas. Algumas me pareceram estáticas demais, mas com o passar dos episódios, foram melhorando. Os dois últimos episódios, principalmente, achei sensacionais as manobras 3D da Mikasa.



E por falar nela, sobre os personagens, não há muito o que dizer. Temos o protagonista Eren, um jovem com cede de vingança e justiça, que pretende exterminar o mundo dos gigantes; a sua amiga que cresceu ao seu lado, Mikasa (que nutre um sentimento de romance por ele que, para alguns, pode parecer meio obsessivo — mas eu vejo o medo dela em ficar sozinha como algo natural de alguém que viu sua família ser morta cruelmente de uma só vez); temos também o medroso Armin, que ninguém dá bola para ele, mas é muito inteligente e é ótimo em táticas, o que acaba lhe dando mais importância na trama; e o "bonzudo" do Levi, que faz o estilo badboy e que todo mundo adora. Temos também uma cientista maluca, um capitão sério, o amigo divertido com pouco inteligência, uma menina meio abobada e debiloide, o marrento, a boazuda boa de briga, o bonzinho que não vê maldade em nada, o mais sério, a lésbica (falta o gay! auishaui), e por aí vai... São muitos personagens. Muitos personagens com character design mais ou menos diversificado, mas devo dar pontos pelos uniformes deles que achei muito bacanas (e sexy), sem falar nos equipamentos que foram bem pensados, na minha humilde opinião. Achei muito legal ver que eles usam bombas de gás para voarem entre os prédios, e com o auxílio daquelas cordas com garras (não sei como se chama aquilo)!

Uma coisa que achei interessante no plot foi como o autor teve a sensibilidade de dizer que a humanidade não é constituída apenas por asiáticos, colocando personagens com nomes de origem dos mais lugares (Alemanha, Russia, EUA, Japão, Áustria, Itália...). E por falar nisso, me lembrei daquela mini série de episódios curtinhos, o Hetalia Axis Power, que eu nunca consegui assistir. Mas, enfim...

Eu o considero como um "muito bom anime". Vi alguns comentarem que o anime, inclusive, conseguiu a façanha de fazer a animação ser melhor do que o original, e eu sinceramente não sei se concordo ou não, por que é realmente muito bem produzida, apesar dos pontos fracos que apresenta. Para quem já leu as primeiras edições, já sabe que o anime possui vários mini fillers, mas que foram tão bem encaixados na história que nem percebemos que o são enquanto estamos assistindo. Sem falar na excelente trilha sonora, que consegue captar muito bem os momentos de tensão, suspense e ação.

O autor, Hajime Isayama, tem apenas 28 anos (muito jovem para um mangaka que ganha prêmios) começou na época da escola a desenhar. Ao terminar a escola, ele estudou vários cursos de mangás. Enquanto isso, trabalhava num café para conseguir pagar suas despesas. Shingeki no Kyijin foi o primeiro projeto dele, tendo sido inicialmente apenas uma oneshot — pelo qual recebeu menção honrosa, em 2006. O interessante dessa história é que, primeiramente, ele tentou vender a série para uma revista renomada, que o rejeitou, dizendo que ele precisava mudar o estilo dos seus traços,e mudar sua história também, pois não estava adequada para o público que ele queria atingir. Mas ele se negou a fazer isso, e foi atrás de outra revista, algum tempo mais tarde que o recebeu de braços abertos. xD

Em 2008, ele se candidatou para o 80 º Weekly Shonen Revista Freshman Manga Award, onde seu trabalho "Heart Break One" (seu segundo trabalho) recebeu o Prêmio Special Encouragement Award. Seu outro trabalho "Orz", foi escolhido como um trabalho selecionado na mesma competição no ano seguinte.

Em 2009, seu primeiro trabalho Shingeki no Kyojin começou no mensal Bessatsu Shonen Magazine. Ele venceu a categoria Shonen do 35 º Kodansha Manga Award em 2011, e foi indicado tanto para o 4 º prêmio Manga Taishō anual quanto ao prêmio anual Tezuka Osamu Cultural. Shingeki no Kyijin inspirou três spin-off da série de mangá, uma light novel, uma adaptação para a TV (o anime), vários romances, um vídeo game e um filme live-action que está em produção (!!!). O resort Bungo Oyama Hibiki no Sato, em sua cidade natal de Oyama, ainda realizou uma exposição livre exibindo cópias de manuscritos de Isayama para o mangá, em 2013.

Já vi muita gente de mimimi na internet, resmungando bobagens, justificando seus argumentos rasos dizendo que é apenas mais um anime que virou "modinha". As pessoas esquecem que as coisas viram moda, ou se tornam clichê, justamente por serem boas, e todos a quererem usá-la/consumi-la. Por que o que é ruim, ninguém usa, certo? Ok, que não é TUDO aquilo, mas, por favor, né, o cara tem seus méritos por sua primeira obra e com apenas vinte e poucos anos!

quinta-feira, 6 de março de 2014

Bottle Nebula


 Eu já tinha visto essa coisa linda por aí, mas não fazia idéia do que era, muito menos que dava para fazer em casa! D: Até que encontrei esse vídeo no youtube ensinado. xD resolvi trazer para cá, para quem se interessar em fazer um desses também! Vou tentar conseguir os materiais até o fim de semana e fazer para mim também T__T e aí mostro aqui para vocês.

sábado, 1 de março de 2014

Curta metragem: Alma



Esse vídeo me foi indicado pela minha "filha" Noel Blue, e resolvi trazer para cá. Ele foi produzido pelo espanhol Rodrigo Blaas, ex-animador da Pixar, o curta Alma ganhou vários festivais internacionais. O filme não tem falas, apenas uma trilha sonora com clima de suspense, e a duração de pouco mais de cinco minutos.

A narrativa pode nos causar estranhamento à princípio, pode parecer meio sombria, obscura e macabra, mas isso se apenas olharmos como meros espectadores — o que obviamente não é o que o autor quer.

Vejamos: indo pela sequência das cenas, vemos uma criança. E o que ela faz ao se deparar com um brinquedo? Ela se encanta, se maravilha (como acontece com qualquer criança diante de um brinquedo)! Em seguida vem o desejo de posse do brinquedo, e ela faz de tudo para alcançá-lo. E então, temos brinquedos se movendo, criando vida.

Não é isso o que acontece quando somos crianças e brincamos? Nós falamos com os bonecos, damos vida e alma a eles. E acho que isso é o que o autor quer transmitir.

Segundo informações de fontes não confiáveis, o curta pode se tornar um longa, dirigido pelo famoso diretor Guillermo del Toro — responsável pela produção do “Gato de Botas”. Ao que tudo indica, Rodrigo Blass fará parte da produção, e pretendem manter o mesmo tom sombrio que o curta traz.



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