quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Mangá do começo ao fim



Olá, para quem ainda lê isso aqui. :)

No ultimo post do ano, vou recomendar para vocês essa revista que comprei ontem na livraria Saraiva, por R$ 24,00. É um preço razoável, eu acho, para o que ela oferece.

Mangá do começo ao fim, da Discovery Publicações, traz um apanhado de informações históricas sobre os mangás, um pouco de cultura Japonesa, entre várias pequenas curiosidades. Desde o motivo pelo qual os mangás são desenhados com olhos grandes (não tem nada a ver com a "janela da alma", que eu sempre acreditei ser! haha), como o mangá influencia na economia japonesa, até o lado negativo do consumo desenfreado dos mangás no Brasil. BEM interessante mesmo. O autor, Sérgio Peixoto (jornalista, redator e editor) que trabalha nessa área há anos, explica de forma bem clara e objetiva como é o mundo dos mangás não só no japão, como no mundo todo. É uma espécie de guia para quem não conhece nada sobre o assunto; e para quem conhece, ainda pode descobrir algo que não sabia, pois a revista é bem completa. Não li a revista toda ainda, mas li o suficiente para ter me agradecido por não desistir da compra. T_T Não me arrependo mesmo. Além disso, como podem ver pelas imagens, todas as páginas são ricamente ilustradas. *_*

Enfim, feliz ano novo para todos! :)



quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Filme: Paprika 2006



Olá, Feliz Natal para quem ainda lê o blog. E para quem curte o Natal. Eu não curto, e desta vez resolvi bancar a ovelha negra da família, sendo a única a não participar da porcaria de jantar de Natal. Preferi ficar em casa vendo filme. E não me arrependo nem um pouco, porque Paprika é MARAVILHOSO. E é mais maravilhoso do que eu possa entender.

Saca só a sinopse: num futuro próximo, o Dr. Tokita inventa um poderoso aparelho chamado DC-Mini, que torna possível o acesso aos sonhos das pessoas. Sua colega, a Dra. Atsuko Chiba, psicoterapeuta e pesquisadora de ponta, desenvolve um tratamento psiquiátrico revolucionário a partir do aparelho. Mas, antes de seu uso ser sancionado pelo governo, o DC-Mini é roubado. Quando vários dos pesquisadores do laboratório começam a enlouquecer e a sonhar em estado de vigília, Atsuko assume seu alter-ego, Paprika, a bela detetive de sonhos, para mergulhar no mundo do inconsciente e descobrir quem está por trás da tragédia.

Tokita e Atsuko


O filme foi lançado em 2006 em animação, mas é baseado num romance de 1993, do japonês Yasutaka Tsutsui. Aqui no Brasil, ele foi lançado diretamente em DVD.

Bom, daqui em diante seguem minhas humildes observações a respeito do filme. Digo humilde porque ele é complexo, e não é para crianças. É um tanto psicodélico e cheio de referências, não apenas cinematográficas, mas também religiosas, históricas, políticas e psicanalistas. Fora as referências orientais que, eu, como ocidental, não tenho conhecimentos para reconhecê-los e compreender seus papéis no filme. Mesmo assim, não deixa de ser encantador. É um filme para quem gosta de observar e raciocinar, é um filme para os olhos e a mente, porque há muitas mensagens na tela. Vi-o apenas uma vez, e já digo com certeza que precisa ser visto mais vezes para poder captar todos os detalhes.

Pela sinopse, vocês devem pensar "opa, mas já vi isso antes". Antes, não, tecnicamente, já que o Paprika é quem veio antes. Vi o Inception (A Origem, em português) há um tempo atrás, e confesso que precisava vê-lo mais uma vez para entender bem a história, porque algumas coisas ficaram confusas na minha cabeça. Mas sem ele eu não teria entendido o Paprika como o entendi. Imagino que se eu tivesse feito o inverso, o mesmo teria acontecido. E esses dias, então, fiquei sabendo que ele era, na verdade, mais ou menos plágio deste.

Mas diferentemente do Inception, Paprika é muito mais mágico. Sim, eu diria que este é um filme mágico, recheado de efeitos fantásticos, fantasiosos, cheio de maluquices que podem nos confundir no início. No entanto, assim que você começa a entender o que está acontecendo, a coisa toma outras proporções. Ele se passa sempre nessa mistura maluca entre o que é realidade e sonho, do início ao fim. Uma hora, você está com os pés no chão, acordado, e, sem aviso algum, entra num sonho estranho, cheio de elementos, efeitos visuais, cheio de fantasia!

Paprika
Eu diria que aqui há 5 grandes personagens. A começar pela Paprika, que pode ser encarada como o alter ego da Dr. Atsuko. A personagem que dá nome ao filme, é uma espécie de Femme Fatale meio infantil. Ela é a materiliazação (no meio onírico) do que o que a Dr Atsuko queria ser, porque Paprika é livre, mais espontânea, mais alegre, mais expressiva, como o seu amigo de infância, o gênio e obeso Tokita. Ela é uma personagem "apimentada" (páprica é um tempero apimentado, de cor avermelhada, eis o seu cabelo e camisa e batom), interessante, ao mesmo tempo um tanto misteriosa. Ela é aquele tipo de mulher que chama a atenção.



No entanto, a Dr. Atsuko é seu oposto. Ela é apagada, discreta, embora muito inteligente, bela. Mas se mantém presa aos padrões japoneses da mulher madura e bem sucedida; aquela que é respeitável e respeitada, sempre certinha e séria. É vista como uma mulher fria, inexpressiva, presa na realidade. Aquela que mantém os pés sempre firmes. Mas ao mesmo tempo, ela parece ter as mãos atadas, sempre cautelosa, desconfiada.

Já o Tokita, o terceiro grande (não só em tamanho!) personagem, é o inventor por trás do aparelho DC-mini. Com sérios distúrbios alimentares, ele ainda possui um jeito tanto infantil no seu modo de agir e falar. Ele não gosta de enxergar a realidade, e se refugia em sua sala apertada cheia de máquinas eletrônicas, onde todas as suas engenhosidades são desenvolvidas. Ele vê a dr Atsuko como uma irmã, e a chama pelo apelido carinhoso de A-chan (o que reforça a sua imagem infantilizada, pela falta de profissionalidade dele em se referenciar colegas de trabalho). Mais para o final, ele aparece como sendo a chave para trazer a realidade de volta, que parece se distanciar cada vez mais. Ele se fecha em sua mente, em seus sonhos, mas se vê como um robô, aquela figura que representa tudo o que é automático e mecânico, comandado por outros.

Tem também o detevive Kogawa. Ele é outro personagem importante na história, pois, graças a ele, Atsuko é salva das garras do vilão ganancioso. Kogawa abre o filme com o seu sonho, pois ele é um paciente, que está experimentando o aparelho. Ele tem um problema; não consegue resolver um caso de assassinado, ao mesmo tempo em que não tira da cabeça um amigo da época do colegial. Juntos, eles sonhavam em desenvolver filmes. E assim, se passa os sonhos do Kogawa, entre cenas de filme que se misturam aos seus pesadelos do passado e problemas do presente. E é a Paprika quem, de certa forma, o salva. Ela é a sua musa, a sua mulher ideal, é quem o trata, e o faz enxergar a realidade e encontrar a sua outra metade.



E tem o Osanai Morio, colega de trabalho da Dr Atsuko e o Tokita. Talvez o mais complicado e complexo dos personagens, porque se sente inferior ao Tokita, inveja ele por sua genialidade, e deseja a Atsuko. De certa forma, ele também é meio infantil por manter essa visão de querer ser o melhor de todos — como crianças querem ser. Ele se une ao chefe de pesquisa (o careca, me esqueci o nome dele agora) que por uma paralisia não caminha, tornando-se, assim, a mobilidade dele. Osanai invade o sonho da Atsuko, e ainda a estupra de um modo bem estranho: enfiando a mão dentro dela (literalmente) a arrancando do alter ego da Paprika. Nua, não apenas em carne e osso, ela aparece completamente indefesa, sem a roupagem da Paprika que a protegia antes, e isso, de certa forma, o engrandece. E então, tem essa imagem de milhares de borboletas que saem de dentro dele, nesse turbilhão de caos. São suas emoções embaralhadas, alvoraçadas, confusas e perdidas. E ele não sabe mais o que fazer, não consegue se controlar, e se transforma num gigantesco monstro, causando um buraco negro no mundo.




Enfim, são personagens gente como a gente, todos com os seus problemas e ambições. Todos com os seus desejos de escaparem da realidade e se refugiarem em seus sonhos. Mas a realidade ainda é mais forte, e a tecnologia ainda é frágil.

É um filme que recomendo, e vai ficar entre os meus favoritos, sem dúvidas! Muito melhor que o Inception. Muito mais interessante, mais emocionante, mais inteligente. 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Musica: Viktoria Modesta


Vocês já conhecem a Viktoria? Se não, sugiro que vejam esse vídeo agora mesmo!
Não tanto pela batida eletrônica, da qual ela abusa, mas pelo extraordinário fato de que ela é a primeira artista pop amputada!!! Uma inspiração, realmente!

Segundo o Borepanda, a cantora nasceu com o quadril deslocado e problema na perna, o que afetou muito sua vida social na escola. Submeteu-se a 15 cirurgias ineficazes, até que se mudou para Londres (ela nasceu na Letônia) na esperança de um tratamento melhor. Após os procedimentos ainda mais fracassados, ela finalmente convenceu os médicos a amputar a perna, o que eventualmente libertou-a de seus complexos e aumentou sua auto-confiança. hoje, com 20 anos, Viktoria tem orgulho das dificuldades pelo qual passou, encorajando todos a sempre seguir seus sonhos, não importa os obstáculos. :) Muito bacana, né?

Esse é o primeiro vídeo dela e, olha, ficou muito bonito mesmo. Inovação total, apesar da temática robótica/ futurista, misturada à estética dos anos 80 (?) não sejam lá muito novas...Já prevejo até que um dos próximos vídeos dela será com estética steampunk! Mas as próteses que ela usa são realmente lindas! *_* Acho que a Lady Gaga ficaria com invejinha, hein?! haha.




domingo, 21 de dezembro de 2014

Ao Haru Ride



Talvez alguns aqui já saibam, mas eu acabei de ler a notícia de que Ao Haru Ride será publicada pela Panini! A notícia me deixa muito feliz, porque acho que desde que Honey and Clover não temos um bom shoujo por aqui.

Para quem não conhece, aqui a sinopse:

Yoshioka Futaba tem algumas razões pelas quais ela quer “reiniciar” sua imagem e vida como estudante de colegial. Por ser ela é fofa, ela foi isolada pelas amigas no Fundamental, e por causa de um mal-entendido, ela não conseguiu ter os sentimentos correspondidos pelo único garoto que ela sempre gostou, Tanaka-kun. Agora no Colegial, ela está determinada a ser o mais “relaxada” possível para que suas amigas não fiquem com ciúmes dela. Satisfeita ao viver sua vida dessa maneira, ela reencontra o Tanaka-kun, mas agora ele está sob o nome de Mabuchi Kou. Ele fala pra ela que sentia o mesmo por ela quando eles eram mais jovens, mas que agora as coisas podem nunca mais serem as mesmas. Futaba será capaz de continuar seu amor, que nem nunca começou há três anos atrás?

Eu acompanhava o mangá antes mesmo de ter saído o anime, e pensei em escrever aqui um comentário sobre ele, mas por preguiça mesmo acabei deixando de lado. T_T

Amor, amizade, inveja e inseguranças... Eu resumiria a história com essas quatro palavras. A Futaba se relacionava com amigas falsas, que pouco se importavam com ela. Tinham inveja por ela ser adorada e popular. Então, com medo de perder as amigas, ela resolve meio que virar um ogro. Come por três, não se maquia, nem tem boas maneiras, e tudo para não se "sobressair" à suas "amigas". Mas o Kou percebe que elas não são lá grandes coisas (e acredito que ela também sempre soube, embora tentasse ignorar isso) e lhe diz na cara. Com esse "clic", ela resolve ficar sozinha. E por acaso, ela vai criando verdadeiros laços de amizade com outros colegas. Enquanto isso, Kou vai enfrentando seus problemas familiares, que o impede de se relacionar propriamente com seus colegas. Enquanto ela quer a todo custo manter amizades, ele prefere se afastar. Mas com jeitinho, ela consegue aproximá-lo aos poucos. ;)

Além do traço da autora ser maravilindo, a história é realmente cativante. Recomendo o anime (apesar de ele pecar em algumas cenas pela falta de movimentos sutis), ou para quem preferir aguardar a edição da Panini para ler *_*.



quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Anime: Another



Sinopse: Há 26 anos, em uma turma do terceiro colegial, uma estudante chamada Misaki era a mais popular e adorada do colégio por causa de sua beleza e sua qualidade esportiva. Porém, um dia, Misaki morre num acidente. Como homenagem, seus amigos decidem “fingir” que ela continua viva entre eles até o dia da formatura. Anos depois, em uma primavera de 1998, um garoto chamado Sakakibara Kouichi se muda para a cidade e começa a estudar na mesma escola do ocorrido. Lá, ele encontra todos os alunos rodeados por uma estranha atmosfera, principalmente a estranha estudante chamada Mei Misaki. No entanto, o que Kouichi não esperava é que a Misaki de sua sala tivesse mais relações do que o esperado com a história do passado do colégio.

Já faz um tempinho que tenho ele na minha lista de "animes para ver". Ele foi muito falado na época em que saiu, e vi vários comentários positivos a respeito dele, mas confesso que não tinha chamado a minha atenção. Além do fato de eu não curtir história de terror sobre espíritos, também não consigo achar graça em mortes. Mas eu estava ontem meio à toa, deitada, descansando, e vi ele ali na minha lista... Resolvi da uma chance a ele com alguns episódios, só para ver "qualéquilé". E quando percebi, eles já tinham terminado. :p

Another, originalmente, é uma light novel ficcional japonês de mistério e horror escrito por Yukito Ayatsuji, publicado em 2009 pela Kadokawa Shoten, de acordo com o Wikipedia. Uma adaptação para mangá foi serializada entre 2010 e 2012 na revistaYoung Ace da Kadokawa Shoten. Então saiu a série de anime com 12 episódios baseada no romance, exibida de 10 de Janeiro até 26 de Março de 2012. E, por último, o filme Live-action, lançado em agosto no Japão. Ou seja, os japas curtem mesmo um terror.

Tudo começou em 1972. Havia uma estudante chamada Misaki Yomiyama na escola Yomiyama, da sala 3. A estudante honorária também era boa em esportes, era muito popular entre seus colegas e até os professores tinham afeição por ela. No entanto, Misaki morre inesperadamente num terrível acidente. A classe 3, chocada, decide continuar agindo como se ela ainda estivesse viva. Contudo, quando a foto da graduação da sala foi tirada, eles viram na foto alguém que não deveria estar lá: Misaki, a estudante “extra”. O primeiro episódio, então, começa com duas vozes narrando essa introdução para os espectadores, enquanto imagens misteriosas e instigantes são mostradas aleatoriamente (sangue, uma garota pálida, olhos vermelhos, ambientes abandonados, tons de ferrugem... e tudo o que um cenário de terror deve conter!). Após a abertura, temos outra imagem: 26 anos depois, vemos Koichi Sakakibara debilitado (e pálido, é claro) num hospital. Ele, temporariamente, se muda para Yomiyama enquanto seu pai viaja a trabalho na África. E, por isso, vai morar com os avós na pequena cidade (cidade natal de sua falecida mãe).

Ainda internado, Koichi conhece a misteriosa Mei Misaki. Pálida (é óbvio, é claro, é lógico!), e que ainda por cima usa um tapa-olho. Ela parece uma múmia caminhando, sem expressão alguma, arrastando os pés, com uma boneca medonha na mão, nos corredores do hospital, e isso atiça a curiosidade do Sakakibara.

Quando ele finalmente começa a frequentar a escola, depois de sua alta, descobre que menina é sua colega de classe. Só que ela anda sempre sozinha, não conversa com ninguém. E mais: ninguém parece notar a presença dela! E como se não bastasse, seus colegas parecem esconder um grande segredo. O que leva o Sakakibara a querer investigar sobre o que estava acontecendo.

O anime, então, parte dessa premissa: quem é a Mei Misaki? Por que seus colegas agem como se estivessem escondendo algo? Qual a ligação de tudo isso com a garota que morreu há 26 anos?

Bom, não vou falar muito, porque, bem, não tenho muito o que falar dele mesmo. A história foi curta demais para se pegar empatia pelos personagens. Na minha opinião, o anime começou muito bem. Cheio de mistérios, com aquele clima de suspense e medo. Aos poucos foram mostrando um pouco sobre as personagens principais da trama... embora mostraram superficialmente cada um deles. O Sakakibara, apesar de ter mostrado no inicio como um daqueles personagens doentes, frágeis, acabou se mostrando um garoto forte, às vezes até com falta de empatia. E aqui fica o ponto negativo que notei sobre a série. As emoções deles não foram muito bem trabalhadas, como poderia ter sido. Another poderia ter explorado muito mais as emoções de cada personagem diante do horror que acontecia naquela escola, mas alguns alunos agiam calmos demais, inexpressivos demais.

E falando em inexpressividade, esse é o sobrenome da Mei! Em que planeta uma pré-adolescente não sente medo do desconhecido, medo da morte? Tem um cena no final em que ela está brigando com uma colega descontrolada, e ela se levanta e sai caminhando como se nada tivesse acontecido!!! Por mais que se possa dizer que a Mei tenha problemas com a sua família, acho que não justifica sua falta de expressão diante das mortes que aconteciam bem na sua frente. Parecia que ela estava mesmo morta. Aliás, parecia que todos os alunos estavam mortos, com exceção de um e outro, que conseguia se expressar razoavelmente, em poucos momentos.

Além disso, aquele olho de boneca da Mei, que vê "a morte", me soou tão superficial. Por que, no final das contas, para quê ela o usou? Eu achava que ela seria aquele tipo de personagem fodona, que detonava tudo, mas ela ficou apenas naqueles curtos diálogos toscos, andando de um lado para o outro, apenas posando de bonita, com aquele olho que, no fim, só serviu para alguma coisa no final. Foi desnecessário, já que, no fim, ficaria óbvio que a morta era a Reiko.

Como eu disse, o anime começou muito bem, com uma ótima premissa de enredo. Mas depois que o mistério sobre a Mei foi descoberto, a coisa começou a esfriar. E, aí, foi uma morte atrás da outra, meio à loca (mortes bizarras, que me lembraram daqueles filmes da franquia "Premonição"). Achei que se perderam aí.

Sem falar que me senti meio decepcionada com o final. Não sei por que raios eu queria que o Sakakibara fosse o culpado. Acho que faria mais sentido, já que ele não se lembrava de ter conhecido a outra colega, Akazawa, não lembrava de ter estado na cidade há dois anos, além do seu problema pulmonar (como é que ele não se sentiu mal com a fumaça da cozinha do alojamento, quando pegou fogo, nos últimos episódios?). Eu fiquei com a sensação de que a história não acabou. Até porque, no episódio final, mostra um suposto bandido assassinando a Reiko, com um sorriso maligno no rosto. E não sei vocês, mas ele me pareceu muito com o Sakakibara. A única coisa que não me faz odiar totalmente o final é a possibilidade de ele ser o grande vilão, e ter permanecido vivo, embora isso não tenha sido explicado. Acho que o grande problema em Another foi a falta de tempo mesmo. Para uma produção tão impecável, em termos visuais, imagino que tenha saído caro demais para que ele fosse além dos 12 episódios produzidos. :/

Enfim, de modo geral, o anime realmente teve uma ótima produção. O cenário era sempre que necessário, escuro, de acordo com a temática. Teve ótima trilha sonora para incrementar as cenas, também. No entanto, não curti muito o opening. Achei mal elaborado, além de que aquela música, tenho a forte impressão de que já ouvi em outro anime antes! E o ending, eu pulava sempre, porque não achei condizente. Na minha humilde e não especialista no assunto, opinião, é claro. Mas quem gosta de ver sangue, talvez curta ele. Sei que Another tem vários fãs por aí. :)




sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Como ser um escritor melhor, by Havard


Estou trazendo mais algumas dicas de escrita, para os que gostam de escrever, ou mesmo aos que ainda querem se aventurar nessa maré. Lembrando que o texto a seguir é uma tradução minha, um tanto resumida, junto com alguns comentários meus também.  :)

Bom, para quem não sabe, a Harvard é uma das melhores, se não A melhor universidade do mundo. E foi quem publicou essas dicas de como ser um bom escritor, embora o link seja da Time.

Uma boa escrita é muitas vezes encarada como uma arte e, francamente, pode ser intimidante. A gente sempre fica com aquelas dúvidas: será que está bom? Será que estou sendo claro? Será que vão gostar? Quem nunca, né? T_T

Felizmente, no entanto, existem regras - ou mesmo uma ciência - por detrás da escrita também.

Nosso cérebro funciona de maneira particular; então, que regras precisamos saber para escrever da forma como o cérebro melhor entende?

Steven Pinker é um cientista cognitivo e linguista da Harvard, e é quem nos responde. Neste artigo, ele nos mostra: os dois elementos-chave que irão melhorar a nossa escrita; o maior erro que todos nós cometemos - e como corrigi-lo; a ciência por trás o que torna o trabalho escrito; e a maneira mais agradável para melhorar o seu conhecimento da gramática.

1) Seja Visual e de conversação:
Um terço do cérebro humano é dedicado à visão. Então, tentar fazer com que o leitor "veja" é uma boa meta a seguir, tendo grandes efeitos na escrita.

Somos primatas, com um terço do nosso cérebro dedicado à visão, e grandes áreas dedicadas ao tato, audição, movimento e espaço. Para nós, ir do "eu acho que entendo" para "eu entendo", precisamos ver os pontos e sentir sensações. Muitas experiências têm mostrado que os leitores entendem e lembram-se do que leem muito melhor quando a ideia é expressa em uma linguagem concreta e que lhes permite formar imagens visuais...
É bom também se focar na conversação. Muitas pessoas estão tentando impressionar os outros e parecerem inteligentes. E pesquisas mostram que tentar parecer inteligente, na verdade, faz você parecer idiota. Portanto, meu povo, é bom ser fiel a si mesmo, e escrever do seu jeito, sem muito se preocupar com as escolhas das palavras que você vai colocar no seu texto. :)

2) Cuidado com "A maldição do conhecimento":
A principal razão de sua escrita não ser clara não é sua culpa. Aparentemente, o seu cérebro não está "ligado" a escrever bem. Na verdade, é quase como se ele trabalhasse contra você.

O negócio funciona mais ou menos assim: uma vez que você aprende algo, sobre alguma coisa, automaticamente você presume que outros também o saibam. É normal, faz parte da natureza humana. Só que isso, em consequência, acaba no levando a mal escrita.

É bem simples de compreender. Vocês já devem ter se deparado em uma situação em que estava explicando algo para alguém, algo do seu conhecimento, alguma experiencia que teve, e a outra pessoa fica te olhando com a maior cara de taxo, por que não está entendendo nada! Por que uma coisa pode parecer tão simples para nós, que esquecemos que para a outra nem tanto! Os professores fazem isso direto!

Então, a dica que o artigo dá, é de pedir para que outra pessoa leia o que você escreveu, e pergunte se aquilo faz sentido para o outro. :) Se não for possível, tente se colocar no lugar do outro. Não é garantia que você vá conseguir ver todos os problemas, mas já é algo. :p

3) Não enterre a liderança:
Do inglês "don't bury the lead", é um velho ditado do jornalismo americano (creio eu). O que isso significa? Diga ao leitor qual é o seu ponto. E diga-lhes cedo.

As pessoas precisam de um ponto de referência para que elas possam acompanhar o que está lendo. Sem ela, eles estão perdidos.

Os leitores sempre têm que preencher o fundo, ler entre as linhas, ligar os pontos. E isso significa que eles estão aplicando seus conhecimentos para a compreensão do texto. Se eles não sabem qual conhecimento de fundo aplicar, qualquer passagem do texto vai ser tão superficial, que vai se tornar incompreensível. E é por isso que os jornalistas dizem: "Não enterre a liderança." — no sentido de que deixe o principal à vista. — Basicamente, um escritor tem que deixar claro para o leitor qual será seu tema e qual será o ponto da passagem. Ou seja, o escritor tem que ter algo para falar e o escritor tem que ter algo a dizer a respeito do que lê.
Mas aí, entra outra questão. Será que, com isso, não podemos acabar matando o suspense? Mais uma vez, ele diz: parem de tentar serem inteligentes e apenas sejam claros. O suspense não é útil se as pessoas não têm idéia do que você está falando, e acabam parando de ler após o primeiro parágrafo.

Um monte de escritores ficam relutantes em fazer isso. Eles estão relutantes em dizer algo como: "Este texto é sobre hamsters", ou seja qual for o tema do texto. Porque eles sentem que tipo de coisa acaba com o suspense. Mas a menos que você seja um escritor de suspense realmente qualificado ou muito bom em contar piadas, é bom não tentar construir suspense e depois ter uma epifania repentina, onde tudo faz sentido. O leitor deve realmente saber onde o escritor está levando-os à medida que avançam.
Eu mesma já tentei fazer isso, e sei o quanto é complicado. Não digo para nunca tentarem. Se não tentar, como saber que se é bom nisso? Mas é bom saber ser autocritico, e prestar atenção no que os leitores dizem, e refletir sobre o que eles estão dizendo. ;)

4) Você não tem que jogar de acordo com as regras (mas tente):
Esta dica diz respeito as regras gramaticais. Devemos seguir as regras da melhor maneira possível? Elas fazem a nossa redação melhor? É claro que sim! Mas dicionários não são livros de regras. Eles seguem a linguagem, mas eles não a guia.

É isso mesmo: quando se trata de corrigir o texto, não há ninguém no comando. Os editores de dicionário lêem muito, mantendo os olhos abertos para novas palavras e sentidos que são usados por muitos escritores em muitos contextos, e os editores adicionam ou alteram as definições.

Além disso, a "licença criativa" é incentivada. Línguas podem, devem e vão mudar e isso é ótimo. Mas para ser um grande escritor, é preciso saber as regras antes de quebrá-las. Não é simplesmente sair inventando palavras, ou formas de escrever. Quero dizer, é permitido escrever jargões, trocadilhos, gírias, desde que bem inseridos no contexto. :)

5) Leia Leia Leia:
Muitos grandes escritores nunca leram um livro sobre a escrita. Então como é que eles aprendem?
Pela leitura e de leitura e leitura. Guias de escrita são excelentes ferramentas, mas qualquer pessoa que queira melhorar a sua escrita precisa ler muito. Isso é fundamental!

Eu não acho que você pode se tornar um bom escritor, a menos que você gasta muito tempo imerso num texto que lhe permite absorver milhares de expressões idiomáticas e construções e figuras de linguagem e palavras interessantes, para desenvolver um senso de escrita. 

Sim, pesquisas mostram que você pode dizer muito sobre a personalidade de um escritor, lendo seu material. Afinal, como escrever sobre algo que você não conhece? Se colocar num texto é consequência inevitável. Mesmo que você escreva sobre alienígenas no mundo da gelatina! Porque parte do escritor vai estar na forma como ele escreve, nas palavras que ele escolhe, e não somente no enredo, nas ações descritas, em si. ;)

6) Boa escrita significa revisar:
Para ser um bom escritor, não significa que as palavras devam sair perfeitas, imediatamente. Isso significa que você gasta tempo para aprimorá-las. A forma como as idéias inicialmente aparecem na cabeça não é a melhor maneira de levá-los para outra pessoa. E isso dá trabalho.

Você precisa vencer essas palavras em sua apresentação. Arregace as mangas e lute com elas. Arranje tempo para revisar. Na própria revisão, eu mesma, sempre acabo acrescentando detalhes que, na pressa, não percebi que faltavam. O fato é que com uma segunda, terceira e até mesmo uma quarta leitura, consigo perceber o que está faltando (ou está sobrando — pois, sim, as vezes é necessário retirar detalhes que estão em excesso), além dos erros de gramática/digitação. Portanto, revisar é também fundamental para um bom resultado. Pode ser que não consigamos o melhor resultado, mas com certeza ele sairá melhor do que sairia sem a bendita revisão!

Regras, regras e mais regras. Existe uma ciência por trás das palavras, mas como Steven deixa claro, a língua está sempre em evolução. É orgânica e viva. Portanto, não se esqueçam de se divertir um pouco com a escrita, também. Como Oscar Wilde disse:

Um escritor é alguém que ensinou sua mente a se comportar mal.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Comentando o último capítulo de Naruto


Deus, eu sei que não acabou ainda, mas já estou me sentindo órfã! T_T Como não comentar o último capitulo de Naruto, depois de tantos anos acompanhando o pestinha crescer? Foram tantas risadas e frustrações, tantas fantasias criadas, que não há como ficar calada diante deste final que, afinal, não foi épico, ora bolas. Mas eu gostei? Gostei. E não gostei também. Quero dizer, foi meio previsível (o que é bom e não é!), mas ao mesmo tempo foi certo (como vi alguém dizer por aí). Foi como tinha que ser, no mínimo. Ah, são tantas emoções, que fica difícil de explicar. Então, se algum de vocês não gostar de spoiler, não leia o restante do post, porque não consigo falar qualquer coisa sobre ele sem dar spoilers. :/

Já devo ter comentado que não acompanhava muito bem o mangá, né? Voltei a acompanhá-lo há uns 10 capítulos atrás. O anime, no entanto, acompanho sempre com o namorado, inclusive. O que é bom para poder manter fresco na memória algumas pontas soltas que haviam ficado para trás e que, de fato, bem, não foram sanadas ainda com o final do Shippuden. A boa notícia é que acabou o Shippuden, mas vem aí o "último" filme (entre aspas por que me pergunto se será mesmo o último) que deverá trazer mais algumas informações, e teremos ainda mais uma nova saga no final do ano que vem (que talvez ainda traga mais filmes), pois o tio Kishi já deixou claro que Naruto não acabou, não. Afinal, Naruto ficou anos entre o primeiro e segundo lugar no ranking. Seria de se estranhar que o Kishimoto abrisse mão da sua galinha dos ovos de ouro. No entanto, a continuação, segundo os rumores, deverá ser focada nos novos personagens (não sei quantos anos depois desta guerra, ou seja, com eles adultos!). :/ Terá também alguns light novels, e pelo que vi, o primeiro será sobre o Kakashi. Enfim, é só esperar para vermos.

O último capítulo, então, o que dizer? Eu esperava algo mais épico, algo mais forte, embora eu não tenha pensado exatamente sobre o quê poderia ser essa coisa mais forte. A morte do Sasuke era algo que alguns esperavam, mas eu não queria que ele morresse! Mas mesmo assim, quando terminei o capítulo 699, pensei "ah, é isso mesmo? Só isso?" Sei lá. O Sasuke, no meu ponto de vista, tinha potencial a ser um "vilão" muito mais forte, muito mais complexo. A sensação que eu tive com essa "redenção" do Sasuke, em sua epifania, é de que ele realmente não passava de um garoto revoltadinho querendo chamar a atenção. "Tudo o que me faltava era amor". ¬¬ Convenhamos, um bom tabefe na cara, também, né?! — Isto é, se é que essa era mesmo a intenção do Kishi. Por que para um cara que perdeu tudo o que tinha na vida — uma família amável e carinhosa, um irmão exemplar, no melhor estilo herói, além de um clã que se tratava como amigos, ou até mesmo uma grande família — pelas mãos do próprio querido irmão herói que sacrifica sua imagem pelo bem de outros... Olha, o Sasuke deveria ter explodido o mundo com todo o seu ódio! Ele deveria estar muito mais puto com o mundo do que o Obito e o Madara! Será que só eu que penso assim? Quero dizer, ele tinha todo o motivo do mundo, ou melhor, toda a desculpa do mundo para querer explodir tudo, muito mais do que os outros dois. Assim como acabou, no meu ponto de vista, ficou parecendo que ele apenas não passava de um menino revoltadinho.

Ao mesmo tempo, fiquei contente que o Sasuke voltou ao seu senso da razão. Se é que dá para dizer que ele alguma vez foi "normal" nesse sentido, visto que desde o primeiro episódio ele se mostrou revoltadinho, salvo os episódios em que mostravam ele mais pequenininho, andando na sombra do Itachi, todo cuti-cuti. Mas, no final das contas, o Kishimoto nos mostrou que o Sasuke era um bom menino, sim. Era apenas um menino perdido no mundo, incompreendido em suas dores.

Não sei vocês, mas acho que o tio Kishi atropelou algumas coisas. Quero dizer, não que eu não torcesse pela volta do time 7, mas acho que o Sasuke poderia ter "causado" mais. Apesar de que, de certa forma, a coisa já andava meio enrolada mesmo, pareciam estar se arrastando demais com essa questão do Sasuke/Obito/Madara. Então, por um lado, é até um alívio que tenha acabado assim, e por isso digo que também gostei do final, apesar desse buraco.

Sobre o Sasuke ter que sair da vila, numa busca por uma "paz interior" (por que foi isso o que me pareceu), eu achei bastante compatível com a personalidade dele. Ele não é extrovertido como o Naruto. Sem falar que consigo entender o constrangimento que ele deve sentir por todo o transtorno que causou para Konoha. Acho que nada mais natural que ele queira se afastar. Apesar de que, por outro lado, também soa um pouco como uma fuga das consequências. Mas acho que não haveriam muitas ali. Talvez por parte dos outros habitantes de Konoha...Não sei.

Mas, convenhamos, ficou muito massa a última cena com o Naruto devolvendo a bandana do Sasuke. Gente, eu tinha me esquecido completamente dela! Hahah. Foi uma ótima surpresa, pra mim, pelo menos! Aquele último quadro foi perfeito, não poderia ter sido diferente mesmo! Eu acho.

Agora, o capítulo 700... Nossa! Nossa! Nossa! Nossa! Minha nossa, foi uma baita surpresa mesmo. Quero dizer, eu imaginava que ele pudesse mostrar alguma coisa nesse sentido; mostrar o pessoal num futuro não muito distante, mas não tanto assim. NaruHina, poha! SaiIno, ShikaTema...e, claro SasuSaku! T__________T YES, YES, YES!

Mas vamos por partes. Primeiro, quero falar do novo visual deles, porque alguns me surpreenderam. Com base no character design deles para o filme, não pensei que eu fosse gostar tanto assim deles. Eu já comentei num post anterior que não curti muito o visual deles no filme.... Mas gostei bastante deles nesse futuro, em que todos eles, ou quase todos, já têm sua família formada.

Sobre os personagens secundários, a Anko me surpreendeu aparecendo mais "cheinha". A Mei também me pareceu mais encorpada, lá na página 10. E a Kurenai, cruzes, me pareceu quase irreconhecível. :/

O Chouji, não sei por que raios, já que o clã dele é de gordinhos, eu imaginava que fosse ficar magro quando fosse mais velho. Mas gostei da barba dele e do quão reconhecível ele permaneceu; a Tenten ficou linda com aquele penteado de tranças mais soltas nas costas. E achei muito legal a ideia de ela ter uma loja de armas; o Shikamaru ficou igual ao pai; a Sakura não mudou muito, só achei ela um pouco mais peituda, embora eu não tenha curtido essa imagem de dona de casa que colocaram nela. Pôxa, precisava mesmo disso? Por que não a mostraram como uma médica, que seria muito mais compatível com ela? Além disso, não me entendam mal, mas acredito que isso, infelizmente, reforça a ideia machista de que ser dona de casa é algo para quem não tem aptidão para outra coisa (e a Sakura tem aptidão para ser uma excelente médica!). Infelizmente, isso também reforça a ideia de que ela seja uma personagem inútil que muitos acreditam que seja. E isso é simplesmente errado em todos os sentidos!; o Gaara ficou um pouco engraçado com aquele cabelo lambido pro lado, no estilo bom moço (meio jeca, diga-se de passagem, mas ficou legal nele); mas o que diabos é aquela viseira (ou óculos, sei lá o que é aquilo) do Shino? Ele virou o Ciclope do x-men?; A Hinata ficou fofa, com uma roupinha de dia-a-dia, mas não dá para dizer muito mais sobre ela (e juro que quase chorei com aquela cena da Hinata e a Himawari no túmulo do Neji | KISHIMOTO FILHO DA PUTA QUE NÃO RESSUSCITOU O NEJILINDO); o Lee ficou mais gostosinho; o Sai continua o mesmo; o Kiba ficou sexy, mais velho. E devo confessar que estranhei ver o Akamaru velhinho! T__T mas acho que nada mais que natural que o cachorro tenha envelhecido também; o Naruto ficou muito lindinho, mais maduro. Eu não gostei do cabelo dele no filme, mas naqueles quadros em que ele aparece atrás do filho, eu realmente amei! Não sei se eram as expressões, ou o quê. Mas percebe-se que ele parece, sim, mais maduro ali! E o Sasuke, bom, foi o que mais me surpreendeu. Afinal, a decepção foi gigantesca com o visual meio rapper/funkeiro que colocaram nele no filme, com aquelas correntes idiotas e uma faixa maior do que a cabeça dele na testa (me desculpe quem curtiu aquilo, mas achei muito nada a ver mesmo!). Então, esse visual que ele mostrou no capítulo 700 me fez me apaixonar de novo pelo Sasuke! Sério! Ficou lindo, maravilhoso, perfeito. Aquele, sim, senti que era o verdadeiro Sasuke; não aquela porcaria meio rapper/funkeiro que meteram nele. O Sasuke é um lobo solitário, e não alguém que procura os holofotes. Ele é sério e discreto! Aquele visual do filme ficou muito espalhafatoso, nem parece ter sido obra do Kishimoto!

E ainda falando no novo visual dele, minha amiga Melany Chains apontou um detalhe que eu não tinha reparado (tão encantada que fiquei por esse novo Sasuke! aiuehauiehaui). Mais alguém reparou que o cabelo dele ficou mais no estilo Madara? O.o Seria isso alguma mensagem subliminar? Hum?

E por falar em mensagens, a Melany me mostrou outro detalhe interessante. O nome da filha do Sasuke e da Sakura é Sarada. Acrescentem um "ma" no final, e leiam de trás para frente, vai dar Madara - e corta o "sa". Não sei se isso é forçar a barra, ou não. Vai saber o que o Kishimoto pensa... Mas procurei no google um significado para "Sarada" e me veio "salada"! iauehauiehauhai Acho que não dá para levar muito a sério esse resultado de busca, mas brinquei com a Melany que deveria ser em homenagem à "salada" que a coitada da menina é. Uma mistureba de Sasuke, com a Karin (aqueles óculos deu um susto em todo mundo, que eu sei! Mas é claro que o Kishimoto colocou aquele óculo de propósito, para nos assustar mesmo!), com a Sakura e o Madara! Aliás, de Sakura, é o que ela menos tem! Pelo menos, foi a impressão que me passou nesse capítulo. :/

Agora, falando sobre os casais, bem... Acho que o que mais surpreendeu foi o Chouji com a Karui! Totalmente inesperado. Mas gostei! :) Quero dizer, não fede nem cheira. Mas me parece que o Kishi quis conciliar duas pessoas que sofrem preconceito ( o negro e o gordo), como uma obrigação, para não dizer que houve preconceito em deixá-los só. Não sei se estou forçando a barra em olhar por esse ponto de vista... O resto, era o que boa parte já sonhava. Mas fiquei com pena no Naruto. Ele gostava da Sakura, não da Hinata. Mas tudo bem... porque acho que no filme os dois vão se aproximar mais. No início, achei meio estranho, mas pensando bem, até que nem tanto. Afinal, se pensarmos mais sobre o assunto a partir das nossas próprias experiências, veremos que nós mesmos já tivemos inúmeras paixões ao longo de nossa vida, não é mesmo? Nada impede que ele pudesse gostar de outra pessoa. :) Além disso, ele e a Hinata já eram amigos, conviviam bastante um com o outro. Diferentemente do Sasuke, que além do enorme tempo que passou longe da Sakura, quando fugiu da vila pela primeira vez, agora tem mais esse tempo em que ele se reconciliou com todos, e já partiu novamente. E não vamos esquecer que eles conviveram pouco tempo juntos como time 7. Sem falar que ele era muito mais focado em sua vingança (e no Naruto, diga-se de passagem!) do que em qualquer outra coisa. Ou seja, ela é praticamente uma estranha para ele! (Irei falar um pouco mais sobre o SasuSaku mais abaixo).

Ah, e fiquei com peninha do Gaara, sozinho. Mas acho que ele é outro lobo solitário... E me parece alguém incapaz de se apaixonar, não sei.

Bom, acho que deu para perceber que ficaram muitas pontas soltas com esse final, né? Por exemplo, sobre o que era essa importante reunião dos Kages que eles iam fazer? Por que o Gai estava numa cadeira de rodas? É permanente? E o que era aquela coisa (ou pessoa) que estava seguindo o Sasuke? Vai ver, era a Karin! aiuheauiheaui E aquela fala um tanto quanto enigmática do Kiba, para aquela moça? Quem era a moça? Só eu acho que o velho (que já era bem velhão no Shipuuden) Oonoki já deveria ter morrido?  Por que diabos o Naruto é um pai ocupado?

E por falar nisso, eu achei mancada essa história do Naruto ser um pai ocupado (o que significa que é ausente), devido a todo o seu histórico, tudo o que passou em sua infância. O Naruto poderia ser o pai mais relaxado, distraído, retardado do mundo, menos ausente! E isso foi algo que me tocou muito, porque eu mesma tive um pai ausente, e sei como pode ser frustrante, às vezes, não poder contar com o seu pai nos momentos mais difíceis da vida... E acredito que jamais faria isso, como mãe. Então, porque diabos isso? Será que, no final das contas, a história vai se repetir? Para o Sasuke, sim, é aceitável ser um pai ausente, por causa da sua natureza solitária, apesar de também não ter tido pais presentes. Mas para ele, me soa mais natural assim. Sasuke é solitário, individualista. Não o Naruto. Naruto é calor, é amor, é companheirismo, é amizade. Nessa questão, ele é muito melhor que o Sasuke, realmente. Não gostei desse Naruto Hokage. Unf.

E falando no Sasuke como pai, não quero deixar que a minha paixão pelo casal influencie na minha visão sobre o que realmente aconteceu, por isso estou tentando analisar os fatos como eles realmente foram. Então, não me levem à mal, eu pulei de felicidade quando vi que deu SasuSaku, como se fosse pontuação final de jogo de futebol, mas por mais que eu torcesse pelos dois, não consegui sentir muita empatia pelo casal. Quero dizer, por parte da Sakura, tudo bem, já estamos carecas de saber que ela babava o tempo todo em cima dele. Isto é, por mais que ela tenha dado a entender algumas vezes que poderia vir a sentir algo pelo Naruto (há um episódio em específico, se não me engano, é naquele em que o Obito conta pro Naruto sobre a história do Itachi, que ela se emociona todo pelo loiro). Mas já por parte do Sasuke, me pareceu muito forçado. Sejamos francos, não houve desenvolvimento algum entre eles! Houve aquele monte de "obrigados" que ele disse, como naquela vez em que saiu da vila pela primeira vez, quando era pequeno, e agora no capítulo 699. Mas me pareceu mais gratidão pela amizade dela, pelo esforço que ela fez em continuar a se manter do lado dele, do que qualquer outra coisa. Fora que no restante da história, ele estava sempre enxotando ela, sim. Aí, alguém pode me questionar "porque ele não a matou quando teve a chance, então"? Tudo bem, ele poderia mesmo ter matado ela quando quisesse (e ainda me pergunto se poderia mesmo, por que, convenhamos, ela é forte pra cacete, apesar de nunca ter mostrado muito isso! Entendo que o personagem mais forte, mais fodástico, tinha que ser o Naruto, mas não concordo com essa "inutilidade" que colocaram nela. Ela poderia ter participado de mais cenas de ação), e não o fez, mas acho que ele não a matou mais pela amizade e respeito que tinha inconsciente por ela, do que por amor! Só isso. Sem falar no enorme tempo em que passaram longe um do outro, como mencionei mais acima. Ele mal olhava para ela. No próprio capítulo 698, vemos que ele só fala no quanto observava o Naruto. Sinceramente, ele não me parece realmente gostar dela. Acho que no fim, ele só ficou com ela porque ela gostava dele. Talvez fosse sua maneira de agradecer e se desculpar com ela. :/ Ou o Kishimoto apenas forçou a barra porque era o que a maioria queria...

Ah, cara, sei lá... Continuo sendo team SasuSaku, que fique claro. Só sei que isso me inspirou a escrever uma oneshot para tapar esse buraco que eu senti entre eles! xD

Falando nos filhos deles, que coisa mais fofa é a Himawari. :3 tão cuti-cuti! E olha que detesto filhos em histórias... mas acabei me rendendo aos encantos dos filhos do NaruHina, em especial. Ficaram muito fofos. Só há um pequeno porém. O Boruto (achei muito estranho esse nome, meio americanizado — Bolt, em inglês, significa "raio". Seria em homenagem ao Pai do Naruto? Apesar de que o pessoal que traduziu disse que era em homenagem ao Neji... Talvez os dois), é a cara do Naruto. Tipo assim, até nos atos! Precisava mesmo colocar o moleque pintando a cara do hokage, como o Naruto fazia? Sei lá, ele é fofinho e tal, mas achei meio repetitivo. E falando neles, me corrijam se eu estiver errada, mas o Naruto não adquiriu aquelas riscas na cara depois que o pai dele selou a Kyuube nele? Na primeira vez que apareceu sobre a história do nascimento do Naruto, lá na primeira saga do Naruto, tenho quase certeza de que reparei nisso... Então, porque os filhos dele têm aquelas marcas? Será que estou imaginando coisas? T_T

Além disso, repararam como o gene paterno dos casais parece ter sido o dominante em todos os filhos? Parece que as características paternas são as mais fortes em todos eles, com exceção da Himawari, que é toda Hinata (apesar das marcas do Naruto no rosto). A Sarada, é muito parecida com o Sasuke; o filho do Shikamaru é uma cópia dele; a filha do Chouji, apesar características físicas mais marcadas pela mãe, tem todo o psicológico do pai; a filha da Ino é mais parecida com o Sai; o Boruto é cópia do Naruto; e o filho do Lee, nem se fale! Acho que ele poderia ter cuidado um pouco mais essa questão.

Eu gostei muito da Sarada, com aquele ar de intelectual, bem diferente da Sakura e do Sasuke. Mas, ao mesmo tempo, ela me pareceu um mini Sasuke de calcinha, sempre olhando o Boruto por trás, à distância, meio que com inveja do menino que consegue atenção de todos — o que, de novo, me leva a crer que iremos ver a história se repetir de novo. Será que vai ser isso mesmo, produção? Tomara que eu esteja enganada. E de quem é o pirralho com quem o Lee aparece treinando? Será que a Tenten vai virar uma tia solteirona? T_T São dúvidas, dúvidas e mais dúvidas...

Mas mudando de assunto, alguém reparou nos prédios altos, atrás dos totens dos hokages, naquela página 22-23? É legal ver que o Kishimoto teve o cuidado de mostrar o desenvolvimento do seu mundo, com o passar dos anos, apesar de que ainda estranhei ver um laptop na mesa do Naruto. Que mundo estranho esse!

E não vou comentar a marca de agradecimento ao Oda (autor do maravilhoso One Piece) na página 23, porque imagino que já tenham visto. :) Em uma página do seu mangá, Oda desenhou o Naruto almoçando com o Lufy, em homenagem ao encerramento de Naruto, já que ambos publicam seus mangás na mesma revista. São basicamente colegas de trabalho. Para agradecer a homenagem, Kishimoto colocou a marca do piratinha lá. ^_^

Enfim, sinto que estou deixando escapar mais comentários. Vi gente em páginas do facebook reclamando também do fato de ainda não podermos ver o rosto do Kakashi, mas isso o Kishimoto já tinha dito que não mostraria mesmo. Mas fora essas questões, relacionadas ao último capítulo, também me lembro de mais algumas que não foram sanadas durante o desenrolar da história, mas que imagino que será abordado nessa nova saga, ou entre os light novels, como, por exemplo, o que houve com o clã Uzumaki? Cadê o clã Hatake? Que fim deu o coitadinho do Yamato? E não vamos esquecer do tio Oro, da Karin, do Juugo e o Suigetsu, que foram totalmente esquecidos nesses dois últimos capítulos. E tem os mistérios que rondam a Rin, né? Porque diabos ela se sacrificou (isso não foi mostrado ainda no anime, e to sentindo que nem vão mostrar)? E a que clã ela pertencia? Só eu acho que o Kakashi não podia ficar solteirão? Hehe...

Percebem a quantidade de furos que foram deixados para trás? Fora os que eu não me lembro.

Para encerrar o gigantesco post (me desculpem se o texto parecer um tanto confuso, ou mal escrito, mas é que fui simplesmente colocando coisas na medida em que eu ia me lembrando. Outra hora, com mais calma, eu reorganizo as informações), o que mais posso dizer? Sei lá, foi ótimo passar esses anos acompanhando Naruto, apesar das frustrações com as mortes de alguns personagens maravilhosos (como o Asuma, Jiraya, Itachi, Neji e até mesmo o Hidan — sim, eu era fã dele!), e apesar dos trocentos filers que tiveram. Mas  foram filers complementares e bons — diferentemente do que infelizmente aconteceu com Bleach (esse eu larguei de mão antes mesmo de ser cancelado!). Naruto teve seus vários pontos altos e baixos, mas foi um anime que me cativou principalmente pela versatilidade dos personagens. Li uma vez uma menina comentar que gostava dele por ser o anime mais "sexy", no sentido de que ele realmente nos intiga a imaginar inúmeras realidades para ele; e concordo em gênero, número e grau! Além disso, foi muito bacana ver a evolução que o Kishimoto teve no seu traço.

Naruto pode deixar saudades para os que apenas acompanhavam o mangá, mas ainda dá pra matar a saudade acompanhado o anime — lembrando que o anime trouxe mais informações sobre o universo Naruto que o mangá, portanto, é bom ainda se manter ligado nele. ;) E agora é só aguardar o filme sair.

Ah, se alguém discordar de algo que eu disse, sinta-se a vontade para comentar, porque ainda estou louca pra continuar a falar dele! T_T meu namorado não gosta muito de ficar falando de animes. T_T Isto é, se é que alguém teve saco para ler todo esse texto! T_T

PS: Alguém consegue me responder o que é ser "Shannaro"? Como na página 18, do cap 700, em que a Sakura diz "quando diz respeito ao papai, ele é bem shannarooo". Tipo, como assim? O.o

domingo, 2 de novembro de 2014

Anime: Kimi to Boku



Sinopse: A história gira em torno de quatro adolescentes — os belos irmãos gêmeos Yuuta e Yuuki Asaba, o afeminado Shun Matsuoka, e o líder de classe Kaname Tsukahara — que se conhecem desde a infância. Enquanto eles não são necessariamente bons ou maus amigos, eles continuam a se dar bem bem no colégio. Então, o aluno de transferência meio-Japonês, Chizuru Tachibana, se junta ao círculo de amizades nessa comédia sobre a vida cotidiana da adolescência. — traduzida do My Anime List

Eu sei que em torno de 98% (mais ou menos) dos animes e mangás criam idealizações do universo masculino, mas confesso que sempre que vejo animes do gênero Slice of Life fico nessa mistura de invejinha e vontade de viver naquele mundinho retratado. E o mesmo aconteceu com Kimi to Boku.

Na verdade, comecei a vê-lo porque precisava me abastecer de conteúdo de comédia (e eis uma dica que lhes dou: sempre que tiver algo em mente para escrever, leia e assista tudo o que puder sobre o assunto/tema/gênero que quer abordar em seu texto!), portanto, não tinha nenhuma expectativa sobre ele. Comecei a assistí-lo de coração e mente abertos. :)

De acordo com o wikipedia, Kimi to Boku. (que significa Você e Eu, em tradução livre) é uma série de mangá japonês escrito e ilustrado por Kiichi Hotta, em 10 edições, e a adaptação para televisão saiu em 2011, pela JCStaff.

Li em algum lugar que esse é um anime sobre nada, mas eu não o definiria assim. Para mim, Kimi to Boku é sobre a adolescência, e a descoberta do mundo no universo masculino. Nele, temos os pensamentos das personagens, e o ponto de vista deles sobre o seu mundo (ou seja, aquilo que os cerca). E isso me parece bastante consistente para se analisar.

A história tem um início, meio e fim bem definidos, e bem apresentados, e esse é um grande ponto positivo se tratando do gênero. Pois nos primeiros episódios, além da introdução das personagens, temos num apanhado de flashbacks com um pouco sobre a infância desses quatro amigos, que sempre estudaram juntos. O Kaname foi o primeiro a mostrar seus sentimentos, desde sua infância, por uma professora do primário — o que acho legal, porque é perfeitamente plausível que uma criança se apaixone por um professor. Eu mesma tive uma paixonite por um professor! Além disso, eles mostraram bem todas as dificuldade e questões que impedem dessa paixão ir adiante, já que ele era uma criança de uns 6 ou 7 anos, e a professora em seus vinte e tantos anos. Depois disso, voltamos para o presente, e vamos percebendo como eles vão amadurecendo em seus pensamentos e atitudes.

É bem verdade que é um numero considerável de clichês, mas, como já disse, clichês não é necessariamente algo negativo. Temos o personagem cdf, líder de classe e que usa óculos; temos os bonitões; temos o "bonzão", aquele que é ótimo em tudo o que faz; temos o menino meigo, adorável e confiável; temos o atrapalhado e meio bobinho, sempre de pensamento positivo; e temos os lindinhos apáticos, mas muito danadinhos. Ou seja, há personagem para todos os gostos.

Aí, lá pelas tantas, aparece o Chuzuru. Até então, eu diria que a personagem principal era o Kaname, mas depois o loirinho pareceu para roubar as cenas. Ele é muito engraçado, apesar de que no início eu achei ele um tantinho pé no saco. Mas depois de tanta encheção de saco, acabei pegando empatia por ele, e até me apaixonando pela personalidade "auto-astral, meio debilóide" dele! Haha. Sério, ele é muito comédia! Sem falar que sofre horrores nas mãos do Kaname e dos gêmeos! O Shun é o único que o entende — e só porque ele fala o que sente em voz alta! Hahaauiehauiehui.

Vale lembrar que estamos falando de quatro meninos que são amigos de infância. Isso significa que há muita confusão, brigas e discussões, mas todas regradas de comédia. Até por que a relação entre meninos, ao menos no meu ponto de vista, é sempre mais puxada para a comédia do que para o drama, não é mesmo?

A partir do décimo, e melhor, episódio, senti que a coisa foi ficando mais poética. E a melhor cena foi quando o Chizuru disse "quando me lembro de você segurando a minha mão esquerda, meu corpo todo entra em conflito e sinto cócegas no estômago. Suas bochechas vermelhas sendo iluminadas pela luz que vem da janela e seus cílios brilhantes e sorridentes, todos estão além desse cabelo macio e ondulado. Mas eu acabo pensando em um futuro com você e... pervertido." Muito lindo e fofo. É a partir de então que vemos os meninos se apaixonarem e se questionarem sobre o amor, profissão, e escolhas... Acontece tudo de maneira tão natural, que mal percebemos a transformação deles — de meninos brincalhões, a rapazes responsáveis.
Apesar de os meninos serem os protagonistas, há personagens femininas marcantes. Como a baixinha (não me lembro do nome dela agora) que se apaixona pelo Shun. E gostei da representação feminina que ela trás, que ao invés da mocinha boazinha e dependente, ela se mostra um tanto independente e forte. Também da gostei da namorada do irmão do Shun. Ela luta Kendô (algo pouco visto em mangás/ animes), e se mostra bastante durona quando machuca o tornozelo, lá pelo episódio 12, se não me engano.

Sobre o aspecto geral do anime, até por ser uma história sobre cinco adolescentes, um tanto "paradona", sem grandes ações, creio que não haja mesmo motivos para uma produção espetacular. O traço é simples, combinando com a história calma que nos apresenta. As músicas de opening e encerramento são ótimas. O único ponto negativo que eu teria a dar é com relação aos olhos dos personagens que parecem sempre meio vesgos. O.o

Eu tentei encontrar em blogs alguma explicação para os gatos que aparecem em todos os episódios, mas não achei nada. Não sei foram usados apenas para "tapar buracos" no timing dos episódios, ou se eram alguma metáfora. Por que sempre que apreciam, em sua maioria, estavam com cara de tédio ou sono, aos bocejos. Teve algumas poucas cenas em que deu para ver direitinho a relação com a cena anterior, por exemplo, num episódio em que o Chizuru estava bravo, e apareceu um gato irritadiço, gritando. foi bem engraçado, até. Mas ainda estou tentando encontrar alguma conexão maior entre eles.

Enfim, não quero entregar mais spoilers. Espero que quem se aventurar a assistir Kimi to Baku, goste tanto quanto eu gostei. :)









Jackie & Ryan aka Your Right Mind Ben Barnes



Mas gente... T__T Existe alguma coisa que esse homem não consegue fazer???

Androginia



Estão vendo essa foto aí acima? Que linda, não é? Só que é um homem. Vou citá-lo mais ao final do post.

Eu estava dando uma revisada na minha fic Segredos em que a Sakura é meio andrógina. Ainda não me decidi ainda se ela é mesmo andrógina ou se apenas está fingindo ser... então, resolvi fazer uma rápida pesquisa sobre a história da Androginia, tanto por curiosidade, quanto pela informação mesmo, para melhor escrever a fic.

De acordo com o wikipedia, androginia refere-se a dois conceitos: a mistura de características femininas e masculinas em um único ser, e a algo que não é nem masculino nem feminino.

Andrógino é a pessoa que se sente com uma combinação de características culturais quer masculinas (andro) quer femininas (gyne). Isto quer dizer que uma pessoa andrógina identifica-se e define-se como tendo níveis variáveis de sentimentos e traços comportamentais que são quer masculinos quer femininos.

Andrógino é, também, segundo o livro "O Banquete", de Platão, uma criatura mítica próto-humana.
"Seres esféricos, fortes, vigorosos, tentam galgar o Olimpo, a montanha sagrada onde moram os deuses gregos. Querem o poder. Possuem os dois sexos ao mesmo tempo, quatro mãos, quatro pernas e duas faces idênticas, opostas. Diante do perigo, o chefe de todos os deuses, Zeus, decide cortar ao meio os andróginos (do grego andrós, aquele que fecunda, o macho, o homem viril; e guynaikós, mulher, fêmea). “Sede humildes”, podemos supor que trovejou o grande deus, arremetendo os raios que apavoraram os tempos anteriores à descoberta do fogo. Ao enfraquecer o homem e a mulher, assim criados, Zeus condenou cada metade a buscar a outra, o desejo extremo de reunir-se e curar a angustiada e ferida natureza humana." trecho retirado do livro, segundo o site da Superinteressante.
No livro, de acordo com o Wikipedia, Aristófanes descreve como haveria surgido os diferentes sexos. Havia três seres: Andros, Gynos e Androgynos, sendo Andros entidade masculina composta de oito membros e duas cabeças, ambas masculinas; Gynos entidade feminina, mas com características semelhantes; e Androgynos composto por metade masculina, metade feminina. Eles não estavam agradando os deuses, e por isso eles resolveram separá-los para que se tornassem menos poderosos. Separando Andros, originaram-se dois homens, que apesar de terem seus corpos agora separados, tinham suas almas ligadas, por isso ainda eram atraídos um pelo outro. O mesmo ocorre com os outros dois. Assim, Andros deu origem aos homens homossexuais, Gynos às mulheres homossexuais e Androgynos aos heterossexuais. Segundo Aristófanes, seriam então divididos aos terços os heterossexuais e homossexuais.



Esta imagem é uma representação medieval do que seria uma pessoa andrógina, retirada do livro Crônica de Nuremberg, publicado em latim, no ano de 1493.

Agora voltando um pouco para a atualidade, pode parecer que a androginia esteja "em alta", mas ela sempre existiu da mesma forma. O que acontece é que a mídia tem explorado mais, em especial o mercado da moda. Aquela página da revista Superinteressante, em que citei o trecho do livro, ainda traz o seguinte sobre isso:
"A empresária e especialista de moda, Costanza Pascolato há anos analisa a influência da androginia no estilismo. “A moda contemporânea não pára de brincar com as diferenças entre os gêneros. Com isso, expressamos nossas idéias mutantes sobre o que é ser homem ou mulher”, escreveu em 1988, num artigo de jornal. Hoje ela acrescenta: “Um ligeiro toque de ambiguidade aumenta o lado sensual das pessoas. O masculino e o feminino exagerados são menos sexy. Há uma qualidade misteriosa em Marlene Dietrich e Greta Garbo, que vem em parte da sugestão de virilidade lá no fundo de sua personalidade”."
Eu concordo com ela quando afirma o "misterioso" atrai mais, mas me pergunto se a questão da feminilidade ou masculinidade exagerada seja mesmo menos atraente. Para alguns, talvez. Mas a questão vai muito mais além da simples atração. É uma questão de identidade.

E a esse respeito, a página também traz uma análise mais profissional, no quesito psicológico da coisa, com depoimento de alguns psicólogos.  

"O problema está no risco de perder-se a nitidez dos gêneros pois, como analisa Renato Mezan (psicanalista brasileiro), as pessoas nesse caso aderem a modas em busca de orientação: “Em geral, as tendências são mais rigorosas do que as anteriores, gerando um espírito de gangue”. É o temor da antropóloga Cynthia Sarti, da Universidade de São Paulo: “Acho que existe alguma coisa perversa na androginia, pois faz supor algo que não é: impõe uma imagem sem sugerir nenhum novo masculino ou feminino. Nega as diferenças. Sinto a idéia como totalitária, e nada mais nocivo à humanidade do que posturas antidemocráticas.

Pode ser, mas convém lembrar que a intenção, por trás dos modismos em geral, e da androginia em particular agora, depende sempre do contexto social. Por exemplo, na Alemanha pré-nazista dos anos 20, os cabelos curtos usados pelas mulheres eram uma contestação ao ideal feminino pregado pelos nazistas, que pensavam nas mulheres como robustas valquírias de longos cabelos loiros, engomadas nas suas roupagens regionais, vivendo em regime de dedicação exclusiva aos três Ks: Kinder, Küche, Kirche (crianças, cozinha, igreja). Vestir-se como homem, pensar e agir como um marxista era ser mesmo muito do contra.
 [...]
A psicóloga Leniza Castello Branco, de São Paulo, completa e clarifica o raciocínio: “A mulher recupera seu lado masculino sem tornar-se lésbica, e o homem seu lado feminino sem tornar-se gay”. Para essa psicoterapeuta, a androginia traria um retorno do reprimido: o corpo, o sexo, a magia, o feminino. “Por causa do reprimido existe carnaval em todas as culturas”, explica. “Permite-se a vivência do contrário, a inversão. O pobre se veste de rico, o homem se veste de mulher, alguns se fantasiam de animais. O carnaval é a festa de Dioniso, o deus pagão que representava o campo, a fertilidade, o vinho. Ele nasceu da coxa de Zeus, um andrógino, pois gestou um filho.”"
Gosto muito mais da visão da Leniza, pois vale lembrar que vivemos hoje numa sociedade majoritariamente machista e homofóbica, onde alguns poucos tentam trazer o feminismo. No meu ponto de vista, o androginismo, de certa forma, é a libertação dos padrões que nos impõe, é se firmar como um ser livre para ser quem quiser ser. E acredito piamente que as pessoas deveriam ser livres para serem quem quiserem ser, sem se preocupar com os olhares preconceituosos dos outros. Afinal, se você tem certeza de quem você é, porque temer o outro?


























Esse lindo (que é o mesmo da lá do topo)se chama Andrej Pejic, nascido na Bósnia Iugoslava. Ele é hoje um dos modelos mais requisitados, e faz sucesso justamente por sua androginia. Uma vez eu vi uma entrevista dele, dizendo que gosta da confusão que causa em algumas pessoas que o vêem pela primeira vez. De certa forma, há uma de magia e mistério que o cerca, e isso, segundo ele, o instiga. Além disso, ele diz não se incomodar nenhum pouco com os comentários baixos que fazem a respeito dele. Isso apenas aumenta sua "força". :)

Além dele, há outros famosos andróginos, como:

Bill Kaulitz, vocalista da banda Tokio Hotel.
Brian Molko, vocalista da banda Placebo.
Boy George, cantor de grande sucesso na década de 80.
Marilyn Manson, vocalista da banda Marilyn Manson.
Tilda Swinton, atriz britânica.

Ainda há o Visual Kei, que nada mais é que um estilo musical onde o visual andrógino é comum, principalmente no Japão. De acordo com o wikipedia, ele consiste na mistura de diversas vertentes musicais do rock (como metal e punk) e, muitas vezes, fazem uso de instrumentos relacionados à música clássica, como violino, violoncelo, órgão, cravo e piano. Uma das peculiaridades desse movimento é a ênfase na aparência de seus artistas, muitas vezes extravagante, outras vezes mais leve, mas quase sempre misturada com a androginia, e shows chamativos. No visual kei a música anda sempre ao lado da imagem e vice-versa. Particularmente, não sou fã de nenhuma banda de Visual Kei (apesar de ter alguns albuns da banda Versailles), e menos ainda sou entendedora do assunto, mas me parece mais um jogada de marketing do mercado musical japonês, do que realmente uma expressão de liberdade. Corrijam-me quem souber mais, e eu estiver enganada.

Nos animes, só consigo me lembrar do Kazuki e do Grell como personagens andróginos (lembrando que andróginos são aqueles que possui tanto aparência quanto comportamento ambíguo). se alguém se lembrar de mais algum, me avise!



Marcadores de página criativos



Eu estava procurando esses dias um presente para uma amiga, e me deparei com o site do buzzfeed que trazia essas opções, entre outras. Dai como leitura tem tudo a ver comigo e com o blog, resolvi trazer para cá algumas opções bacanas de marcadores de páginas. Tem uns bem criativos e fofos. :) Mas para quem estiver meio sem grana, há sempre a opção mais barata e igualmente legal dos marcadores artesanais que postei aqui, aqui, aqui, e aqui.

sábado, 1 de novembro de 2014

O segredo de Armin



Talvez vocês já saibam do que estou falando (se não souberem e não gostarem de spoilers, pare de ler aqui!). A Rocketnews24 publicou esses dias uma notícia um tanto quanto surpreendente sobre a personagem...

Não sei se vocês sabem, mas uma parte das personagens principais (e masculinos) de animes são dublados por mulheres. Quem dubla o Naruto, por exemplo, é a Takeuchi Junko; quem dubla o Allen Walker, do D. Gray Man, é a Kobayashi Sanae; quem faz a voz do Ed, do Fullmetal Alchemist é a Park Romi; e quem dubla o Kenshin, de Rurouni Kenshin, é a Suzukaze Mayo. Aliás, se olharem o portfólio delas, verão que a maioria dos personagens dublados por elas são masculinos. E como a própria notícia diz, um dos maiores desafios dos produtores é justamente escolher quem irá dublar o personagem adolescente. Será que é melhor um homem ou uma mulher para dublar? Principalmente se o personagem não for exatamente do tipo "macho". E se a comissão de produção ainda estiver pensando a longo prazo, tais papéis muitas vezes são dadas às mulheres. A lógica é que um homem adulto soaria muito velho, e a voz de um ator adolescente vai mudar quando ele atingir a puberdade, entendem?

E o mesmo acontece com Amin, dublado pela Inoue Marina. Mas acontece que, até então, estávamos confiantes de que Armin era um menino, mas fontes afirmam que o autor de Shingeki no Kyoujin, Hajime Isayama, disse que Armin, na verdade, é uma menina. O.o

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Estudando com mangás


Imaginem que tudo poder entrar numa sala de aula, e o professor chegar na frente da turma e dizer:

— Bom, gente, abram o mangá Tal, na página 15.

Eu ia chorar de felicidade! auishuaihsuai E parece que isso se tornou realidade em Tawian, de acordo com a Rocketnews24, lá na Cheng Chi University e a disciplina se chama "O Japão através de Mangás". O curso começou em 2006, e o site ainda trás a informação de que o professor Cai Zeng Jia, que começou a abordar essa metodologia, queria uma maneira de se aproximar mais dos alunos. Então, eis que lhe veio esta ideia. :) A disciplina, é claro, acabou se tornando um grande sucesso, pois vive lotada de alunos. Ele aceita apenas 120 alunos por ano, mas centenas tentam as vagas. 

Contando um pouco mais sobre como teve essa ideia, ele diz que lembrou-se de que quando esteve no Japão, havia observado muitas pessoas lendo mangás, então começou a ler alguns deles. Para sua surpresa, ele descobriu que muitos desses mangá realmente descrevem em detalhe chocante vários fenômenos sociais do Japão — e que lhe serviriam muito bem de material de estudo. Ou seja, mangá e anime pode ser cultura, sim! :)

Quer ler mangás e aprender algo sobre o Japão, ao mesmo tempo? Então, leia alguns desses títulos abaixo:

Sanctuary – Dinheiro e política no Japão
Kenchou no Hoshi – Burocracia japonesa
Kaji Ryuusuke no Gi – Política japonesa
Naniwa Kinyuudou – A bolha econômica no Japão
Money no Ken – Conglomerados japoneses
Gu.ra.me! Daisaishou no Ryourinin – Relações internacionais japonesas
Black Jack ni Yoroshiku – Empresas que objetivam o lucro.
Dragon Zakura – Sistema educacional japonês
Genzaikan Ryoukei Mofu – O “exército corporativo” japonês
Kachou Shima Kousaku – O sistema de promoções em empresas japonesas
Double Face – Empregos que duram a vida toda (para o empregado) no Japão.
Drops of God – Profissões no Japão (Sommeliers* neste caso)

*Sommeliers, de acordo com o wikipedia, trata-se de profissionais especializados em conhecer os vinhos, cervejas, ou outros tipos de bebidas, e de todos os assuntos relacionados ao serviço deste.
Com certeza vou dar uma olhada nesses títulos! *_* 
Enfim, eles são apenas uma parte da leitura obrigatória que faz parte da disciplina do professor, disponibilizada pelo site. Tentei traduzir sobre o que cada um deles aborda também. Vale lembrar que Sanctuary (o primeiro da lista) saiu no Brasil, pela Conrad, mas acabou sendo cancelado pela baixa aceitação do público. :/ Eu só fiquei espantada com o Double Face, por ser um yaoi!!! Aliás, é yaoi de uma das melhores autoras de yaois, a Yamane Ayano! Sou muito fã dela. Acho que já li todos os mangás dela; e esperando ansiosamente pela continuação de alguns deles. T_T 

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Música: Tuatha De Dannan





























Vim trazer mais uma banda para cá. Na verdade, neste exato momento (enquanto escrevo este post) estou ouvindo eles. Já faz um bom tempo que os "conheço", mas só agora, pesquisando no Wikipedia, é que descobri que os caras são brasileiros (mais precisamente de Minas)!!! Fiquei de queixo caído, porque há anos ouço eles e não fazia ideia disso! Sem falar que tenho um pé atrás com bandas brasileiras, mas estes caras merecem um prêmio mesmo, são muito bons (em minha humilde opinião)!

Enfim, de acordo com o Wiki, Tuatha de Danann é uma banda de folk metal, fundada em 1995, e uma das pioneiras do gênero no Brasil. O nome Tuatha de Danann vem da mitologia céltica e significa "o povo da deusa Danu". Diz a lenda que seres encantados teriam habitado a Irlanda e dominavam a arte, a ciência, a poesia e a magia. Em 1996, eles lançaram a fita demo The Last Pendragon. Na época sua sonoridade era mais voltada para o doom metal, embora já se avistasse as influências célticas, e logo se destacou dentre as demais bandas do cenário nacional, rendendo críticas positivas na mídia especializada. :) Hoje, eles têm 3 albuns e 3 demos.

Abaixo, coloquei o vídeo com uma das  músicas que mais gosto, embora, na verdade, eu acho bem difícil classificá-las, porque são todas ótimas! T__T mas só para quem não conhece ter uma palhinha deles. :)

domingo, 26 de outubro de 2014

Anime: Witch Hunter Robin



Ahh, faz tanto tempo que não escrevo uma indicação de anime, que resolvi escrever sobre esse aqui. Acabei de assistir os 26 episódios, e vim correndo escrever.

De acordo com o Wikipedia, Witch Hunter Robin foi lançado em 2002 numa união entre a Sunrise e Bandai Visual. Foi uma das séries mais cultuadas não só por possuir um estilo visual único, bem mais realista que a maioria das séries de TV, para aquela época, como também por contar com uma trama no estilo das intrincadas histórias escritas por Tom Clancy, mas com toques mágicos e elementos paranormais. Ela foi desenvolvida especialmente para a tv, o que significa que não há mangá sobre a série. Infelizmente. Segundo o Wikipedia inglês, parece que também tentou-se fazer um live action, mas que, infelizmente, a ideia foi deixada de lado pelos produtores, por razões não esclarecidas... :/

A história, que leva nome da personagem principal, é focada em Robin Sena, uma japonesa criada num convento Italiano, que volta para o Japão aos 15 anos de idade. Ela é uma witch (bruxa) rank A, e se une a uma organização que caça witches que usam seu poder para provocar mortes. Esse grupo, então, é denominado Witch Hunters.


Os "witch" são homens e mulheres que podem usar "crafts" (poderes paranormais). Estes poderes podem ser de todos os tipos, desde o controle de elementos, telecinese, imortalidade, até bizarrices como implantar sentimentos de medo nas pessoas através do odor de oliva (sic).

Durante os episódios (cada um deles, conta sobre uma "caçada" diferente, até chegarmos no ponto "chave" da trama, onde as pontas vão se unindo), vemos a história da bruxaria, como tudo começou, tendo referencia até sobre as bruxas de Salém. Muito bacana mesmo. Eles mostram o primeiro witch, que nasceu há cerca de 3 mil anos, e era chamado de deus. Ou seja, para eles, os witch são a evolução natural da humanidade. Só que os humanos temeram o poder do deus e o suprimiram e controlaram, distorcendo tudo, como sempre fazem, e passaram a acusar aqueles poderes como sendo do diabo.

Na história, há toda uma explicação sobre a linhagem sanguínea dos witches, sobre suas origens, como são passados por gerações. Assim, muitas pessoas tem o gene dormente para desenvolver crafts, e isso pode acordar em qualquer idade. Normalmente as witches escondem suas habilidades únicas para não causar pânico entre as pessoas. Então, o anime dá mais enfoque a witches com problemas mentais, ou que não controlam bem suas habilidades, ou que agem de forma desordeira, vingativa, e acabam matando pessoas.

Os Witch Hunters são pessoas que secretamente caçam witches que matam pessoas, antes de serem noticiadas, ou mesmo investigadas pela polícia. Eles pertencem a STN, um grupo com bases no mundo todo, sendo a japonesa denominada STN-J.



Bom, sem mais spoilers, o que me motivou a olhar este anime foi não apenas por gostar de histórias sobre bruxos, como o design character. Uma amiga me recomendou ele, por saber que também gosto de mitologia, e a história mistura um pouco de fantasia com o misticismo, o que é um enorme plus para mim. Dai fui dar uma olhada nas imagens do google e me decidi que iria vê-lo. E ainda bem que o fiz. Não que ele seja o melhor que já vi, mas não há como não se cativar pela personagem da Robin — que apesar de ser adolescente, é bastante madura para sua idade (ou pelo menos foi a impressão que me passou) com seu jeito quieto, sempre na dela. Há um ar de mistério e melancolia em volta dela que, aos poucos, vai sendo revelado. O que me faz pensar que forma o par perfeito com Amon (seu parceiro na STN-J). Além de cabeludo (T_T) também tem lá o seu charme com aquele jeito caladão, misterioso. Há um momento até que chega a nos assustar, se fazendo passar por vilão... E então ele a salva. Clichês à parte, além disso, gosto bastante do trio feminino (da imagem acima) que trabalha nesse grupo. São três mulheres fortes, distintas, de personalidades marcantes. As personagens me pareceram bastante maduros, centrados, bem elaborados mesmo, tanto as femininas quanto os masculinos. Até mesmo a Dojima, com seu jeito meio desligada, mas que nos momentos cruciais se mostra bastante ligada. E não há como não mencionar o opening!!! A música é maravilhosa, e o vídeo perfeito, mostrando todo esse lado meio solitário da Robin, contracenando com o Amon. Um tanto quanto romântico, eu diria. Enfim, foi paixão ao primeiro episódio. Estou pensando até em escrever uma oneshot com eles, porque acho que merecem!!! T_T




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